O termo avaliação da aprendizagem foi substituído por avaliação para as aprendizagens, por se considerar que este último exprime mais bem o sentido da avaliação. Nesse sentido, é correto afirmar que o professor deve utilizar a avaliação com o propósito de
- A)classificar e mensurar o conhecimento que os estudantes adquirem no percurso escolar.
Errada, porque reduz a avaliação a classificar e mensurar, lógica mais tradicional e menos alinhada à função formativa.
- B)selecionar os estudantes que tenham dificuldades na aprendizagem.
Errada, pois a avaliação não serve para selecionar estudantes com dificuldades, e sim para identificar necessidades e apoiar a aprendizagem.
- C)A cultura tem papel secundário no desenvolvimento psíquico.
Errada, porque foge completamente do tema da questão e traz uma afirmação de psicologia da educação sem relação com avaliação.
- D)obter dados para o final do processo de aprendizagem.
Errada, já que a avaliação não deve ocorrer apenas ao final do processo, mas de forma contínua para orientar intervenções.
- E)subsidiar o trabalho docente no que se refere às aprendizagens.
Certa, porque a avaliação deve fornecer dados que ajudem o professor a orientar e ajustar o ensino em favor das aprendizagens.
Gabarito: E
Na avaliação educacional, a ideia atual não é ficar só contando acertos no fim da linha. A expressão "avaliação para as aprendizagens" reforça que avaliar serve para acompanhar o processo, identificar avanços e dificuldades e, principalmente, orientar a ação pedagógica enquanto a aprendizagem acontece. Ou seja, a avaliação deixa de ser apenas um carimbo final e passa a funcionar como uma bússola para o ensino. Isso dialoga com a avaliação formativa, muito defendida na literatura pedagógica e coerente com a LDB (Lei 9.394/1996), que valoriza o acompanhamento contínuo e a observação do desempenho do estudante, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Em vez de usar a prova como sentença, o professor usa evidências para ajustar métodos, retomar conteúdos, propor intervenções e ampliar possibilidades de aprendizagem. Por isso, o gabarito é a letra E. A avaliação deve subsidiar o trabalho docente no que se refere às aprendizagens, isto é, oferecer informações úteis para que o professor planeje, intervenha e replaneje suas práticas. Avaliar, nesse sentido, ajuda a ensinar melhor - e não apenas a “medir” depois que tudo acabou. As demais alternativas puxam a avaliação para um modelo mais classificatório, seletivo ou meramente terminal, que não combina com essa visão pedagógica contemporânea. Em provas da CESPE/CEBRASPE, fique atento: a banca costuma trocar a ideia de acompanhamento formativo por palavras como seleção, classificação e mensuração, que são justamente o desvio da questão.