Assinale a opção que apresenta uma prática diferenciada a ser adotada por professor da escola regular ao atuar em turmas com aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação para tornar as aulas inclusivas.
- A)falar de frente e devagar para que o aluno surdo faça a leitura labial, o que resolverá a questão da comunicação para esse tipo de aluno
Errada, porque leitura labial não resolve a comunicação do aluno surdo e a inclusão exige recursos mais amplos, como Libras, intérprete e apoios específicos.
- B)promover o acolhimento inclusivo para esse público pela turma com base no altruísmo, na comiseração e na tolerância
Errada, porque inclusão não deve se basear em comiseração ou tolerância, mas em respeito, participação e eliminação de barreiras.
- C)dar apoio físico, verbal e instrucional para viabilizar a orientação e a mobilidade, visando à locomoção independente do aluno
Certa, porque oferecer apoio físico, verbal e instrucional para orientação e mobilidade favorece a autonomia e a locomoção independente do aluno.
- D)garantir que o tempo de leitura e a escrita em braile seja o mesmo tempo de escrita comum
Errada, porque o tempo de leitura e escrita em braile não precisa ser igual ao da escrita comum; a avaliação deve considerar as adaptações necessárias.
- E)garantir a equidade na avaliação da aprendizagem deste público, proporcionando-lhes as mesmas condições, os mesmos instrumentos e critérios que aos demais alunos
Errada, porque equidade não significa dar exatamente as mesmas condições e instrumentos, e sim oferecer adaptações e recursos compatíveis com as necessidades do aluno.
Gabarito: C
A inclusão na escola regular não se faz com uma receita única para todo mundo. O professor precisa ajustar a prática conforme a necessidade do estudante, removendo barreiras de comunicação, acesso, participação e aprendizagem. É por isso que, na perspectiva inclusiva, a atuação docente envolve adaptações razoáveis, apoio pedagógico e estratégias que favoreçam autonomia, sem infantilizar nem isolar o aluno. No caso do aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, a ideia central é garantir participação real nas atividades da turma. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) e a política de educação inclusiva reforçam esse dever de oferecer recursos de acessibilidade e apoios necessários para a aprendizagem e a vida escolar. O gabarito é a letra C porque ela descreve uma prática inclusiva bem específica: dar apoio físico, verbal e instrucional para orientar e mobilizar o estudante, favorecendo sua locomoção independente. Isso é típico de medidas de acessibilidade para estudantes com deficiência visual, ajudando na orientação e mobilidade sem substituir a autonomia do aluno. As demais alternativas trazem propostas incompletas, genéricas ou até inadequadas. Inclusão não é pena, não é tolerância passiva e muito menos tratar todos de forma idêntica em qualquer situação. O objetivo é equidade: dar o suporte certo, na medida certa, para que o aluno aprenda e participe de verdade.