Está de acordo com a perspectiva de uma escola inclusiva a instituição de ensino que
- A)matricula todos os estudantes com necessidades educacionais especiais em classes comuns, na busca pela sua acessibilidade, sem adaptar-se plenamente às necessidades das demandas geradas.
Errada, porque matricular na classe comum sem adaptar a escola não caracteriza inclusão plena, apenas presença física do aluno.
- B)pressupõe um ajustamento da pessoa com deficiência para a participação no processo educativo desenvolvido nas classes comuns.
Errada, porque a perspectiva inclusiva não exige que a pessoa com deficiência se ajuste sozinha ao processo educativo, e sim que a escola se adapte a ela.
- C)define as ações pedagógicas apenas quando recebem alunos com necessidades educacionais especiais.
Errada, porque ações pedagógicas inclusivas devem estar previstas de forma contínua no planejamento escolar, e não apenas quando surgem alunos com necessidades especiais.
- D)propõe, no seu projeto político-pedagógico, no currículo, na metodologia de ensino, na avaliação e nas atitudes dos educadores, ações que favoreçam a interação dos alunos e a sua opção por práticas heterogêneas.
Certa, porque descreve uma instituição que adapta PPP, currículo, metodologia, avaliação e postura docente para promover interação e práticas heterogêneas.
- E)cria majoritariamente salas exclusivas de classes especiais para receber alunos com necessidades especiais, a fim de assegurar-lhes o sucesso escolar.
Errada, porque a escola inclusiva não prioriza segregação em classes especiais, mas a convivência e a aprendizagem em ambientes comuns com apoios adequados.
Gabarito: D
A escola inclusiva parte da ideia de que todos os alunos aprendem juntos e que a instituição deve se organizar para atender a diversidade, e não esperar que o estudante se encaixe em um modelo pronto. Em vez de separar, a lógica é adaptar currículo, metodologia, avaliação, recursos e atitudes para garantir participação, aprendizagem e convivência. Isso aparece na LDB, na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e também na Lei Brasileira de Inclusão, que reforçam o direito à educação em sistema inclusivo. Por isso, não basta apenas matricular o aluno com deficiência na classe comum. Inclusão de verdade exige acessibilidade, apoios, flexibilização pedagógica e um projeto político-pedagógico comprometido com a diversidade. É aquele tipo de escola que não olha para o aluno e diz “se vire”; ela olha para si mesma e pergunta o que precisa mudar. O gabarito é a letra D porque ela descreve exatamente essa escola que organiza o PPP, o currículo, a metodologia, a avaliação e as atitudes docentes para favorecer a interação entre os estudantes e práticas heterogêneas. Isso traduz a visão inclusiva: todos aprendem no mesmo espaço, com estratégias diferentes quando necessário, sem perder o vínculo com a turma. As demais alternativas escorregam para ideias antigas ou insuficientes: uma fala em simples matrícula sem adaptação real, outra transfere o ajuste para a pessoa com deficiência, outra reage só quando o aluno chega, e a última aposta em segregação. Em prova, quando aparecer "inclusão", pense em participação, acessibilidade e mudança da escola, não em adaptação do aluno ao sistema.