Considerando-se que o ensino de matemática para alunos no nível fundamental envolve competências gerais e específicas, é correto afirmar que a competência geral de resolução de problemas
- A)caracteriza-se por explorar níveis correspondentes de cognição.
Errada, porque resolução de problemas não se limita a níveis fixos de cognição, mas envolve articulação entre saberes e estratégias.
- B)confirma unicamente processos de resolução previamente estabelecidos.
Errada, pois a competência não confirma processos já prontos; ela exige mobilização, análise e escolha de caminhos.
- C)amplia as estratégias e a verificação de cálculos operacionais, o que é exclusivo da referida competência.
Errada, porque ampliar estratégias e verificar cálculos não é algo exclusivo dessa competência, nem resume seu sentido pedagógico.
- D)constrói uma dinâmica contextual e articulada entre os diferentes conhecimentos.
Certa, pois a resolução de problemas em matemática envolve contextualização e integração entre diferentes conhecimentos.
- E)explora somente a natureza conceitual dos conhecimentos matemáticos.
Errada, porque a competência não trata só do conceito: ela articula conceitos, procedimentos e interpretação de situações.
Gabarito: D
No ensino de matemática nos anos iniciais, a resolução de problemas não é só “fazer conta”: ela funciona como eixo organizador da aprendizagem. A ideia é que o aluno mobilize conhecimentos diferentes, compare estratégias, teste hipóteses e entenda o sentido do que está fazendo. Isso conversa com a BNCC, que trata a matemática como área ligada ao raciocínio, à comunicação, às conexões e à resolução de problemas de modo integrado. Por isso, a competência geral de resolução de problemas não fica presa a um procedimento único nem se limita à repetição de algoritmos. Ela pede uma atuação articulada: o estudante lê a situação, escolhe caminhos, relaciona conteúdos e verifica se o resultado faz sentido. Em outras palavras, ele não só calcula, mas pensa matematicamente dentro de um contexto. É exatamente isso que a alternativa D expressa ao falar em uma dinâmica contextual e articulada entre diferentes conhecimentos. A resolução de problemas junta conceitos, procedimentos e interpretação, em vez de tratar cada conteúdo como uma peça isolada do quebra-cabeça. O foco está na integração e no uso significativo da matemática, e não em uma lista mecânica de passos. Então, se aparecer uma questão com a cara da CESPE/CEBRASPE, desconfie de alternativas que reduzam resolução de problemas a cálculo, rotina ou conteúdo isolado. A banca gosta muito de cobrar essa visão mais ampla, alinhada à BNCC e às orientações pedagógicas contemporâneas: aprender matemática é relacionar, argumentar e resolver situações com sentido.