Ao organizar uma sequência didática a respeito do gênero textual convite, a professora de uma turma de 1.º ano do ensino fundamental explorou as experiências dos alunos quanto à vivência de festas de aniversário, uma vez que é reconhecida a pertinência de se fazer um convite para esse tipo de festa. Considerando-se essa situação hipotética, é correto afirmar que, do ponto de vista da construção de competências de leitura e escrita para a compreensão do gênero convite, essa professora se norteou por uma concepção de competência que
- A)estabelece uma relação vertical entre os conhecimentos.
Errada, porque a questão não trata de hierarquia vertical de conhecimentos, mas de partir de uma situação vivida pelos alunos.
- B)aplica conhecimentos teóricos de modo adequado.
Errada, porque a situação destaca a contextualização da aprendizagem, não apenas o uso correto de conhecimentos teóricos.
- C)vivencia festas de aniversário como elemento motivador.
Errada, porque a vivência da festa aparece como contexto de aprendizagem, não como simples elemento motivador.
- D)reconhece uma situação concreta como ponto de partida.
Certa, porque a professora parte de uma situação concreta e significativa para introduzir e compreender o gênero convite.
- E)explora a capacidade efetiva de escrever convites.
Errada, porque o foco não é a habilidade final de escrever convites, mas a estratégia de começar por uma experiência real dos alunos.
Gabarito: D
Quando a professora parte da vivência real dos alunos com festas de aniversário para ensinar o gênero convite, ela está fazendo algo bem coerente com uma visão de competência ligada ao uso social do conhecimento. Em vez de começar pela teoria “seca”, ela parte de uma situação concreta, próxima da realidade da turma, para que a aprendizagem faça sentido. Isso combina muito com o planejamento educacional voltado para competências: o aluno aprende melhor quando consegue relacionar o conteúdo com uma prática social verdadeira. No caso do convite, não basta decorar características do gênero; é preciso entender para que ele serve, em que situação aparece e como circula socialmente. Por isso, o gabarito é a letra D. A professora se orientou por uma concepção que reconhece uma situação concreta como ponto de partida, ou seja, usa a experiência dos estudantes como base para construir a compreensão do gênero textual. É uma lógica muito próxima das abordagens sociointeracionistas, em que a linguagem é vista em uso e em contexto. Em sala, isso é ouro pedagógico: o conteúdo deixa de ser só exercício e vira prática significativa. A criança entende o convite porque já viu ou viveu essa necessidade em um contexto real, e isso ajuda tanto na leitura quanto na escrita do gênero.