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Pedagogia · AMEOSC · 2023

Questão comentada de Pedagogia

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a família substituta refere-se à situação em que uma criança ou adolescente é acolhida por outra família que não a sua família biológica, seja de forma temporária ou permanente, quando a convivência com a família de origem não é possível ou família adequada. Sobre as regras de acolhimento pela família substituta, assinale a alternativa CORRETA.

Gabarito: D

Quando o ECA trata de família substituta, ele quer proteger a criança e o adolescente sem transformar a decisão em um simples "vamos ver no que dá". A ideia central é sempre buscar o melhor interesse do menor, especialmente quando a família de origem não consegue garantir cuidado e proteção. Na colocação em família substituta, o Estatuto manda observar alguns critérios bem práticos: parentesco, afinidade e afetividade. Isso está no art. 28 do ECA. A lógica é simples: se existe alguém da rede familiar ou afetiva que possa assumir a criança com menos ruptura emocional, isso deve ser considerado para evitar ou reduzir os impactos da medida. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela reproduz a regra legal de forma fiel: na análise do pedido de guarda, tutela ou adoção, o juiz deve levar em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou afetividade, justamente para diminuir as consequências da separação da família de origem. Vale lembrar que o ECA também traz outras cautelas importantes: adolescente com 12 anos ou mais deve ser ouvido e consentir com a colocação em família substituta, grupos de irmãos devem ser preservados na mesma família quando possível, e a colocação em família estrangeira é medida excepcional. Em matéria de ECA, a banca adora trocar uma palavrinha e bagunçar a regra inteira.

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