Em relação ao ensino de leitura e escrita é INCORRETO afirmar que:
- A)A hipótese pré-silábica caracteriza- se na criança que ainda supõe que a escrita é outra forma de desenhar, não atribuindo que a escrita é a representação da fala.
Está correta, porque descreve adequadamente a hipótese pré-silábica como uma fase em que a criança ainda não entende a escrita como representação da fala.
- B)Na hipótese silábica a criança consegue analisar a pauta sonora, atribuindo uma letra para cada sílaba, pois ela já possui um repertório amplo de letras.
Está correta, pois na hipótese silábica a criança tende a relacionar uma letra a cada sílaba, embora ainda não domine plenamente o sistema alfabético.
- C)Fatores que interferem na fluência da leitura e da escrita possibilitam uma aprendizagem significativa e reflexiva, uma vez que as hipóteses de leitura são as mesmas que as hipóteses da escrita.
Está errada, porque leitura e escrita se relacionam, mas não possuem as mesmas hipóteses nem a mesma organização de desenvolvimento.
- D)A hipótese da escrita consiste nas ideias que os alunos constroem sobre a escrita, de que é preciso um número mínimo de letras para que algo esteja escrito como também uma variedade de letras para a realização da leitura.
Está correta, pois descreve traços típicos das hipóteses iniciais da escrita, como quantidade mínima de letras e variação gráfica para admitir que algo pode ser lido.
Gabarito: C
Na alfabetização, é comum a criança passar por hipóteses sobre como a escrita funciona. Isso não é “teimosia”, é construção de conhecimento: ela observa, testa, compara e vai ajustando a ideia de que escrever representa a fala. Em linhas gerais, aparecem etapas como pré-silábica, silábica e alfabética, cada uma com sua lógica própria. Na hipótese pré-silábica, a criança ainda não percebe a escrita como representação da fala e pode tratá-la quase como um desenho. Já na hipótese silábica, ela começa a notar a pauta sonora e costuma tentar colocar uma letra para cada sílaba. Depois, avança para a compreensão mais estável do sistema alfabético. O ponto da questão está na alternativa C, que erra ao afirmar que as hipóteses de leitura são as mesmas que as hipóteses da escrita. Na perspectiva de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, leitura e escrita têm relações e avanços articulados, mas não são idênticos nem evoluem exatamente do mesmo jeito. Por isso, a frase mistura conceitos e fica incorreta. Em prova, guarde a ideia central: a criança não “erra por errar”, ela formula hipóteses. O professor precisa observar essas hipóteses para intervir melhor, e não apenas cobrar acerto mecânico.