Outro aspecto importante da análise microeconômica são as teorias da firma e da produção, que se preocupam em avaliar como os bens e serviços são produzidos, contabilizados e oferecidos ao mercado. A partir disto, considere os conceitos relativos aos custos de uma empresa e assinale a alternativa correta.
- A)Os custos podem ser classificados entre absolutos, representando um valor nominal, e relativos, a partir do valor corrente da moeda
Errada, porque custos absolutos e relativos não são a classificação padrão dos custos da firma na teoria microeconômica.
- B)Há custos totais, que indicam a somatória de todos os insumos utilizados na produção, e custos parciais, representando apenas parte do processo produtivo
Errada, porque custos totais não são a simples somatória dos insumos utilizados, mas o gasto total de produção, e "custos parciais" não é uma categoria básica clássica.
- C)Pode-se classificar os custos entre custos médios, que indicam o preço obtido via tomada de preços no mercado, e custos totais, que apresentam os custos de uma unidade fabril específica
Errada, porque custo médio não é preço de mercado, e custo total não se refere a uma unidade fabril específica nesse sentido.
- D)Os custos podem ser considerados como de curto prazo, nos quais alguns fatores são fixos, e custos de longo prazo, nos quais todos os fatores são variáveis
Certa, porque no curto prazo há pelo menos um fator fixo e no longo prazo todos os fatores podem ser variáveis.
Gabarito: D
Na teoria da firma, custo é tudo aquilo que a empresa sacrifica para produzir, e a análise muda conforme o horizonte de tempo. No curto prazo, existe pelo menos um fator de produção fixo, como máquina, prédio ou planta industrial. Por isso, nem tudo pode ser ajustado de imediato, e surgem custos fixos e variáveis convivendo ao mesmo tempo. No longo prazo, a firma consegue ajustar todos os fatores, então não há insumo preso: tudo passa a ser variável. É exatamente isso que a alternativa D descreve. O curto prazo é o período em que alguns fatores permanecem fixos, enquanto no longo prazo todos os fatores são variáveis. Essa é a distinção clássica da microeconomia, muito usada para entender custo total, custo médio e decisões de expansão ou redução da produção. Vale lembrar que a banca costuma cobrar essa ideia sem inventar moda: curto prazo não significa "pouco tempo" em dias ou meses, e sim um período em que a empresa não consegue variar todos os insumos. Já o longo prazo é o cenário de liberdade total de ajuste. Ou seja, aqui o ponto central não é o relógio, e sim a possibilidade de alterar os fatores produtivos. Por isso, a assertiva correta é a D, pois traduz a definição econômica consagrada na doutrina de microeconomia sobre custos no curto e no longo prazo.