No contexto da teoria do consumidor, o Equilíbrio do Consumidor é alcançado quando
- A)o consumidor maximiza a utilidade total obtida com a compra de um bem.
Errada, porque o consumidor não maximiza a utilidade total de um único bem, e sim a utilidade derivada da cesta de bens consumida.
- B)o consumidor minimiza os custos de transação associados à aquisição de um bem.
Errada, porque a teoria do consumidor trata de maximização de utilidade sob restrição orçamentária, não de minimização de custos de transação.
- C)a restrição orçamentária do consumidor é tangente à curva de indiferença.
Certa, porque o equilíbrio do consumidor ocorre no ponto em que a restrição orçamentária tangencia a curva de indiferença mais alta alcançável.
- D)a função de utilidade do consumidor é diferenciável em todos os pontos.
Errada, porque a diferenciabilidade da função utilidade não é condição definidora do equilíbrio do consumidor.
- E)a elasticidade-preço da demanda do consumidor é igual à unidade.
Errada, porque elasticidade-preço da demanda unitária não caracteriza equilíbrio do consumidor; isso se relaciona ao comportamento da demanda, não ao ponto de ótimo.
Gabarito: C
Na teoria do consumidor, o objetivo não é simplesmente comprar mais, nem escolher o item mais barato. O ponto central é combinar preferências com a limitação de renda, buscando a cesta de bens que entregue a maior satisfação possível dentro do orçamento. Em linguagem de prova: o consumidor escolhe a melhor cesta acessível. O equilíbrio do consumidor acontece quando ele não consegue melhorar sua utilidade trocando um pouco de um bem por outro sem sair da restrição orçamentária. Geometricamente, isso aparece quando a linha orçamentária encosta na curva de indiferença mais alta possível. Esse toque é a famosa tangência: ali, a inclinação da restrição orçamentária iguala a inclinação da curva de indiferença, isto é, a taxa marginal de substituição se iguala à razão dos preços, sob as condições usuais de interioridade. Por isso, a alternativa correta é a letra C. Ela descreve exatamente o ponto de ótimo do consumidor: a restrição orçamentária é tangente à curva de indiferença. Em microeconomia, isso representa a melhor combinação de bens que o consumidor consegue comprar com sua renda. Se ainda desse para melhorar, ele não estaria em equilíbrio; se já chegou nisso, o bolso e as preferências fizeram as pazes. Em provas, a FGV gosta dessa leitura clássica da teoria do consumidor: preferências bem-comportadas, utilidade ordinal e escolha ótima dada pela restrição orçamentária. Não é necessário apelar para fórmulas complicadas para acertar a questão: basta lembrar que o equilíbrio ocorre quando o consumidor maximiza sua satisfação sujeito ao orçamento, o que se traduz na tangência entre a reta orçamentária e a curva de indiferença.