Considere a curva de possibilidade de produção que relacione dois bens. Quando a economia está em pleno emprego
- A)não há uma combinação factível de produção dos dois bens, para a tecnologia dada.
Errada, porque na CPP as combinações factíveis existem justamente na fronteira e também dentro dela; o ponto é que, em pleno emprego, a economia está na fronteira, não fora dela.
- B)a economia não opera de forma eficiente.
Errada, porque pleno emprego indica uso eficiente dos recursos, e não ineficiência produtiva.
- C)existe possibilidade de melhora no sentido de Pareto.
Errada, porque melhora de Pareto não é a ideia central de pleno emprego na CPP; aqui o foco é eficiência produtiva, não uma melhora sem perda para alguém.
- D)a economia consegue obter o máximo dos escassos recursos disponíveis.
Certa, porque em pleno emprego a economia utiliza ao máximo os recursos escassos disponíveis, operando na fronteira de possibilidade de produção.
- E)é possível expandir a produção de um bem, sem reduzir a do outro bem.
Errada, porque isso só seria possível se houvesse recursos ociosos ou aumento de capacidade; na fronteira da CPP, mais de um bem exige reduzir o outro.
Gabarito: D
A curva de possibilidade de produção (CPP) mostra as combinações máximas de dois bens que a economia consegue produzir com os recursos e a tecnologia disponíveis. Pense nela como um mapa do que dá para fazer sem mágica: se você quer mais de um bem, normalmente precisa abrir mão de parte do outro, porque os recursos são escassos e têm usos alternativos. Quando a economia está em pleno emprego, todos os fatores de produção que podem ser usados estão sendo utilizados. Isso significa que a produção está ocorrendo sobre a fronteira da CPP, e não dentro dela. Em outras palavras, a economia está aproveitando ao máximo os recursos escassos disponíveis, dadas a tecnologia e a dotação de fatores. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela traduz exatamente a ideia de eficiência produtiva: produzir na fronteira da CPP é usar todos os recursos de forma plena. Se a economia estivesse abaixo da curva, haveria ociosidade e desperdício; se estivesse acima, seria inviável com os recursos existentes. A lógica aqui é bem clássica em microeconomia: escassez, fronteira de possibilidades e custo de oportunidade. Então, em pleno emprego, a economia não está “fazendo milagre”, mas está fazendo o máximo possível com o que tem.