Sob o ponto de vista econômico, uma empresa é considerada eficiente quando
- A)é capaz de gerar lucros.
Errada, porque gerar lucro pode ocorrer mesmo com ineficiências, já que lucro depende também de preço de mercado, não só do uso dos recursos.
- B)contribui para aumentar o bem-estar social.
Errada, pois aumentar o bem-estar social é uma consequência possível da atividade econômica, mas não é o critério técnico de eficiência da firma.
- C)oferece bens e serviços a preços acessíveis.
Errada, porque oferecer preços acessíveis não significa necessariamente ser eficiente; a empresa pode até vender barato e ainda assim operar com desperdício.
- D)realiza investimentos arriscados esperando bom retorno financeiro.
Errada, pois correr risco e buscar retorno financeiro trata de estratégia de investimento, não de eficiência produtiva.
- E)consegue aumentar a produção sem elevar os custos.
Certa, porque eficiência econômica envolve produzir mais sem elevar os custos, ou produzir a mesma quantidade com menor gasto de recursos.
Gabarito: E
Em microeconomia, dizer que uma empresa é eficiente significa olhar para a relação entre produção e custos. A ideia central é simples: a firma usa bem seus recursos quando consegue obter mais produção sem desperdiçar insumos, ou quando entrega a mesma produção com menos custo. Em outras palavras, eficiência é fazer mais com a mesma estrutura, ou o mesmo com menos. No curto e no longo prazo, essa lógica continua valendo. Se a empresa consegue expandir a produção sem elevar os custos, ela está ganhando produtividade e melhorando seu desempenho econômico. Isso aponta para uma combinação melhor de fatores de produção, redução de desperdícios e uso mais inteligente da tecnologia ou da organização do processo produtivo. Por isso, o gabarito é a alternativa E. Ela traduz exatamente a noção econômica de eficiência: aumentar a produção sem aumentar os custos. Não basta vender muito, nem ter lucro por acaso, nem apenas cobrar barato. O foco aqui é a relação entre quantidade produzida e custo de produção. Na linguagem da teoria da firma, isso se aproxima da eficiência produtiva e da minimização de custos. Uma empresa eficiente não é necessariamente a que mais lucra em um instante, mas a que consegue transformar recursos em produto da melhor forma possível, sem gordura sobrando.