O monopolista sempre vai operar
- A)com preço igual ao custo marginal.
Errada, porque o monopolista normalmente pratica preço acima do custo marginal, e não igual a ele, salvo situações excepcionais ou hipóteses de regulação/concorrência perfeita.
- B)com markup constante sobre o custo marginal.
Errada, porque o markup do monopolista não é constante por definição; ele depende da elasticidade da demanda e varia conforme a quantidade escolhida.
- C)com markup maior do que a unidade e fixado sobre a receita marginal ao definir o preço.
Errada, porque o monopolista não fixa preço sobre a receita marginal; ele iguala receita marginal ao custo marginal para decidir a quantidade e, depois, obtém o preço na demanda.
- D)extraindo todo excedente do consumidor.
Errada, porque o monopolista não extrai todo o excedente do consumidor em monopólio simples; isso só seria aproximado em casos de discriminação perfeita de preços.
- E)na parte elástica da curva de demanda.
Certa, porque o monopólio maximiza lucro no ponto em que a demanda é elástica, isto é, no trecho em que a receita total ainda responde de forma favorável ao ajuste de preço.
Gabarito: E
Em monopólio, a ideia central é simples: o monopolista tem poder de mercado, então ele não é um "tomador de preço" como na concorrência perfeita. Ele escolhe a quantidade e, a partir daí, define o preço na curva de demanda. Isso já mostra por que ele não sai vendendo em qualquer ponto: ele precisa comparar a receita marginal com o custo marginal para maximizar lucro. O detalhe importante da questão é que o monopolista só opera no trecho em que a demanda é elástica. Se ele tentasse atuar na parte inelástica, uma redução de preço faria a receita total cair, o que prejudica o lucro. No ótimo do monopólio, vale a regra MR = CM, e isso ocorre justamente em um ponto em que a elasticidade da demanda é maior que 1 em valor absoluto. Por isso, a letra E está correta. É um resultado clássico de microeconomia: para maximizar o lucro, o monopolista escolhe uma quantidade em que a demanda seja elástica, pois só assim uma elevação de preço não derruba a receita total de maneira desastrosa. Em linguagem de prova, o monopolista não vive de "apertar o preço a qualquer custo"; ele respeita a curva de demanda e para no lado certo dela. Esse é um ponto doutrinário clássico em manuais de microeconomia, como Varian e Pindyck, e aparece de forma recorrente em concursos quando a banca quer misturar poder de mercado com elasticidade. Não há um fundamento legal específico aqui, porque o assunto é econômico, não jurídico.