A eficiência máxima na alocação de recursos, equivalente ao Ótimo de Pareto, é atingida quando
- A)ninguém mais pode ser beneficiado sem prejudicar alguém.
Certa, porque descreve exatamente a condição de eficiência de Pareto: não é possível melhorar alguém sem piorar outro.
- B)alguns ainda podem ser beneficiados, porém, em detrimento de outros.
Errada, porque se ainda dá para beneficiar alguns em detrimento de outros, a alocação não é Pareto eficiente.
- C)todos usufruem de um nível satisfatório de bem-estar.
Errada, porque bem-estar satisfatório é ideia vaga e subjetiva, não o critério técnico de Pareto.
- D)a riqueza global é superior à soma das riquezas individuais.
Errada, porque eficiência de Pareto não depende de soma de riquezas, mas da possibilidade de melhoria sem prejuízo.
- E)a geração de valor se torna constante ao longo do tempo.
Errada, porque constância na geração de valor ao longo do tempo não define eficiência alocativa nem Ótimo de Pareto.
Gabarito: A
A eficiência de Pareto, também chamada de Ótimo de Pareto, acontece quando a economia chega a uma situação em que já não existe melhoria possível para uma pessoa sem piorar a posição de outra. Em outras palavras: o bolo foi repartido de um jeito tal que qualquer nova fatia para alguém vai necessariamente cortar a fatia de alguém já servido. Nada de milagre, só a lógica da escassez e da interdependência entre agentes. Esse é um conceito central do equilíbrio geral e dos teoremas do bem-estar. A ideia é medir eficiência, e não justiça distributiva: uma alocação pode ser Pareto eficiente mesmo sendo muito desigual. Por isso, não confunda "ótimo" com "perfeito" ou "justo". Economia adora essa pegadinha conceitual. O gabarito é a alternativa A porque ela traduz exatamente o critério de Pareto: ninguém mais pode ser beneficiado sem prejudicar alguém. Se ainda existisse uma forma de melhorar a situação de pelo menos uma pessoa sem piorar a de outra, então a alocação ainda não seria eficiente no sentido de Pareto. Doutrinariamente, essa é a formulação clássica usada em microeconomia e nos teoremas do bem-estar: sob certas condições, mercados competitivos levam a alocações Pareto eficientes, e qualquer alocação Pareto eficiente pode ser alcançada a partir de uma redistribuição inicial adequada. Aqui, porém, o foco da questão é só a definição do conceito.