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Microeconomia · FGV · 2022

Questão comentada de Microeconomia

Suponha um mercado competitivo no qual a função de produção de uma empresa é dada por Y = f(K,L), em que Y é o nível de produção, K é fator capital e L, o fator trabalho. O preço do trabalho é dado por salários (W) e o preço do capital é dado pela taxa nominal de juros (R). Sejam ainda P o preço de mercado do produto vendido pela empresa, PMgL a produtividade marginal do trabalho e PMgK a produtividade marginal do capital. O nível ótimo de capital e trabalho deve atender, respectivamente, as seguintes condições:

Gabarito: A

Em concorrência perfeita, a empresa é tomadora de preços: ela não controla nem o preço do produto nem o preço dos insumos. Então, para contratar mais trabalho ou capital, ela compara o que cada unidade adicional rende com o que custa. A regra de ouro é simples: no ponto ótimo, o valor do produto marginal de cada fator deve se igualar ao seu preço. Traduzindo para a linguagem da questão, a produtividade marginal do trabalho (PMgL) multiplicada pelo preço do produto P gera o valor do produto marginal do trabalho, e isso deve ser igual ao salário W. O mesmo vale para o capital: PMgK multiplicada por P deve igualar a taxa de juros R, que aqui representa o custo de usar o capital. Como o enunciado pede as condições em termos de produtividade marginal isolada, basta dividir ambos os lados por P. Assim, temos PMgL = W/P e PMgK = R/P. É exatamente a lógica de maximização de lucro da firma competitiva: contratar insumos até o ponto em que o benefício adicional se iguala ao custo adicional. Nem mais, nem menos - porque depois disso o insumo começa a sair caro demais para o que produz. Então o gabarito A está correto porque expressa as condições de primeira ordem do problema da firma: produtividade marginal do capital igual a R/P e produtividade marginal do trabalho igual a W/P. Não há fundamento legal específico aqui, pois é matéria de microeconomia e teoria da firma.

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