Considere a demanda linear q = a – bp, em que q é a quantidade demandada, p é o preço e a e b são parâmetros da equação. Quando q > a/2 e p > 0, então a demanda
- A)é perfeitamente elástica.
Errada, porque demanda perfeitamente elástica teria elasticidade infinita, o que não ocorre em uma demanda linear com p > 0 e q finita.
- B)é elástica.
Errada, porque a condição q > a/2 faz a elasticidade ficar abaixo de 1 em valor absoluto, não acima de 1.
- C)não é elástica nem inelástica.
Errada, porque demanda unitária exigiria elasticidade igual a 1, e aqui ela é menor que 1.
- D)é inelástica.
Certa, porque |E| = bp/q e, com q > a/2 e p > 0, resulta |E| < 1, caracterizando demanda inelástica.
- E)é perfeitamente inelástica.
Errada, porque perfeitamente inelástica significa quantidade fixa apesar do preço, isto é, elasticidade zero, o que não se aplica aqui.
Gabarito: D
A elasticidade-preço da demanda mede o quanto a quantidade responde a uma mudança no preço. Na demanda linear q = a - bp, a elasticidade ponto é dada por E = (dq/dp)·(p/q) = -bp/q; olhando em valor absoluto, fica |E| = bp/q. Ou seja, quanto maior o preço em relação à quantidade, maior tende a ser a elasticidade. Na prática, a ideia é simples: se o consumidor quase não reduz a compra quando o preço sobe, a demanda é inelástica; se ele corta bastante a quantidade, é elástica. Aqui, o enunciado informa q > a/2 e p > 0. Como q = a - bp, a condição q > a/2 implica a - bp > a/2, então bp a/2, temos |E| = bp/q < (a/2)/(a/2) = 1. Logo, a elasticidade é menor que 1 em valor absoluto. Em linguagem de concurso: quando a quantidade demandada está acima da metade do intercepto da demanda linear, a demanda está no trecho inelástico da curva. É o tipo de detalhe que a FGV adora: ela troca a cara da fórmula, mas a conta é toda na elasticidade ponto. Portanto, o gabarito é a alternativa D, porque a demanda é inelástica nas condições dadas.