Um monopolista, com custo médio e marginal constantes e iguais a 5, produz um bem cuja demanda de mercado é dada por Q=50-2P, em que P é o preço e Q é a quantidade demandada. Nesse contexto, a perda de bem-estar (DWL) decorrente do poder de mercado do presente monopólio é igual a:
- A)DWL=5;
Errada, porque a perda de bem-estar não é tão pequena: a área do triângulo de ineficiência é 100.
- B)DWL=75;
Errada, porque 75 não resulta da diferença entre a quantidade competitiva e a monopolista com a altura correta do triângulo.
- C)DWL=100;
Certa, pois o DWL é a área entre demanda e custo marginal de Q = 20 até Q = 40: (20 x 10)/2 = 100.
- D)DWL=120;
Errada, porque superestima a área de perda e não bate com os valores obtidos para preço e quantidade do monopólio.
- E)DWL=150.
Errada, porque a perda não chega a 150; o cálculo geométrico da área morta dá 100.
Gabarito: C
Aqui a lógica é a clássica do monopólio: ele escolhe a quantidade em que a receita marginal se iguala ao custo marginal. Como a demanda é Q = 50 - 2P, a forma inversa fica P = 25 - Q/2. A partir daí, a receita total é TR = P vezes Q = 25Q - Q²/2, então a receita marginal é MR = 25 - Q. Igualando MR ao custo marginal, que é 5, você acha Q = 20. Substituindo na demanda, o preço monopolista é P = 15. Se fosse concorrência perfeita, o preço seria igual ao custo marginal: P = 5, o que leva a Q = 40. A perda de bem-estar, o famoso deadweight loss, é a área do triângulo entre a demanda e o custo marginal entre Q = 20 e Q = 40. A altura é 15 - 5 = 10 e a base é 40 - 20 = 20. Então DWL = (20 x 10)/2 = 100. Ou seja: o monopólio restringe produção, eleva preço e gera a perda seca de eficiência. Por isso o gabarito correto é a alternativa C.