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Microeconomia · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Microeconomia

A economia ambiental trata da análise dos custos e benefícios das atividades humanas sobre o meio ambiente, bem como das políticas públicas necessárias para lidar com as externalidades e promover a sustentabilidade. Um conceito central dentro da economia ambiental é o de “recursos naturais”; eles podem ser divididos em renováveis e não renováveis. O manejo adequado desses recursos é fundamental para garantir que as gerações futuras possam usufruí-los. Uma das estratégias adotadas pelos governos para mitigar os impactos negativos sobre o meio ambiente é a internalização das externalidades, ou seja, a inclusão dos custos ambientais nos preços de mercado dos bens e serviços. Com base nesse contexto, sobre a aplicação da economia ambiental em políticas públicas e estratégias para sustentabilidade, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: B

A economia ambiental olha para um problema bem comum: quem produz um benefício ou um prejuízo para a sociedade nem sempre paga ou recebe por isso no preço de mercado. Quando isso acontece, surgem as externalidades. Se a atividade gera dano ambiental, temos uma externalidade negativa; se gera benefício coletivo, uma externalidade positiva. A ideia das políticas públicas é corrigir esse descompasso, fazendo com que o preço reflita melhor o custo real para a sociedade. É aí que entra a internalização das externalidades. Em vez de deixar a poluição “de graça”, o governo pode criar instrumentos como impostos, taxas, licenças negociáveis e regulação. O objetivo é simples: jogar no custo privado aquilo que antes era um custo social escondido. Assim, a empresa pensa duas vezes antes de poluir e passa a buscar processos mais limpos. Economia com consciência, sem truque de mágica. Por isso, o imposto sobre carbono é um exemplo clássico. Ele aumenta o custo de emitir gases de efeito estufa e incentiva redução de emissões, inovação tecnológica e uso mais eficiente de energia. Isso está alinhado com a lógica pigouviana, ligada a Arthur Pigou, que defende a correção de externalidades por meio de tributos ou subsídios adequados. As demais alternativas escorregam em pontos importantes: subsídio para indústria poluente não reduz o problema, petróleo e gás natural não são renováveis, e a dificuldade de mensurar externalidades positivas não significa que elas sejam ignoradas como regra, mas sim que podem exigir instrumentos como incentivos, valoração ambiental e políticas urbanas.

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