Após obter dados de determinada empresa que opera em mercado de concorrência perfeita, constatou-se que as funções oferta(O) e demanda(D) lineares são dadas por: D = 1.100 – 2p; e, O = 800 + 4p. Assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)O preço que equilibra o mercado é de R$ 50,00.
Correta, porque ao igualar demanda e oferta o preço de equilíbrio encontrado é R$ 50,00.
- B)A quantidade ofertada que equilibra o mercado é 1.000 unidades.
Correta, pois substituindo p = 50 na função de oferta, a quantidade é 1000 unidades.
- C)A quantidade demandada que equilibra o mercado é 900 unidades.
Errada, porque no equilíbrio a quantidade demandada é 1000 unidades, e não 900.
- D)Quando o preço de mercado é R$ 60,00 há um excedente de 60 unidades.
Correta, pois a R$ 60,00 a oferta é 1040 e a demanda é 980, gerando excedente de 60 unidades.
Gabarito: C
Em concorrência perfeita, o mercado caminha para o ponto em que quantidade demandada e quantidade ofertada se igualam. A conta aqui é direta: basta igualar D e O. Se 1100 - 2p = 800 + 4p, então 300 = 6p, logo p = 50. Com esse preço, a quantidade de equilíbrio é 1000 unidades, porque D = 1100 - 2(50) = 1000 e O = 800 + 4(50) = 1000. Perceba a lógica: no equilíbrio, não sobra nem falta produto. Quando o preço fica acima do equilíbrio, a oferta tende a superar a demanda e surge excedente. Quando fica abaixo, ocorre escassez. É o clássico vai e vem do mercado, sem drama, mas com matemática. A alternativa C está errada porque, no preço de equilíbrio, a quantidade demandada não é 900, e sim 1000. O número 900 provavelmente aparece por uma leitura apressada da função de demanda ou por erro de substituição do preço encontrado. Aqui, o ponto central é que o equilíbrio só existe quando as duas quantidades são iguais. No preço de R$ 60, por exemplo, a demanda é 980 e a oferta é 1040, gerando excedente de 60 unidades. Então a banca testou tanto o cálculo do equilíbrio quanto a leitura de excesso de oferta. É a típica cobrança de microeconomia básica: fórmula simples, atenção máxima.