No que se refere a bens públicos, exclusivos e rivais, assinale a opção correta.
- A)Uma roupa é exemplo de um bem rival não exclusivo.
Errada, porque uma roupa é um bem rival e exclusivo: se alguém usa, outra pessoa não usa ao mesmo tempo, e o proprietário pode impedir o acesso.
- B)Um farol marítimo e um canal de TV aberta são bens exclusivos.
Errada, porque farol marítimo e canal de TV aberta não são bens exclusivos no sentido clássico; ambos tendem a permitir consumo por vários agentes sem exclusão individual perfeita.
- C)A segurança contratada por um grupo de vizinhos é um bem rival.
Errada, porque a segurança contratada por vizinhos não é, em regra, um bem rival; o fato de mais pessoas se beneficiarem não significa consumo simultâneo com escassez típica de bens rivais.
- D)Os bens públicos são não rivais e não exclusivos.
Certa, porque bens públicos são, em regra, não rivais e não exclusivos, exatamente como a teoria microeconômica clássica ensina.
- E)Um bem é não rival quando, para qualquer nível específico de produção, o custo marginal de sua produção é diferente de zero para um consumidor adicional.
Errada, porque bem não rival é o que pode ser consumido por mais de uma pessoa sem aumentar o custo marginal para o consumidor adicional, e não o contrário.
Gabarito: D
Em microeconomia, a classificação de bens costuma olhar para duas perguntas simples: o consumo de uma pessoa reduz a disponibilidade para outra? E é fácil impedir que alguém use o bem? Se a resposta for "não" para ambas, você está diante de um bem público. Eles são, em regra, não rivais e não exclusivos: o uso por uma pessoa não “gasta” o bem e também é difícil excluir terceiros do consumo. Pense em um farol marítimo: a navegação de um barco não impede a de outro, e não faz sentido cobrar individualmente cada navio que se beneficia da luz. O mesmo raciocínio vale para muitos serviços de defesa e iluminação pública. Por isso, a doutrina econômica clássica trata bens públicos como não rivais e não exclusivos. É justamente isso que a alternativa D descreve. Ela não usa nenhum truque: define corretamente a essência do bem público. Já as outras opções misturam conceitos de rivalidade e exclusão, trocando os rótulos e tentando te fazer escorregar no detalhe. Só um cuidado: na prática, quase nenhum bem é “perfeitamente” público o tempo todo, mas para fins de prova a regra é essa. A banca gosta dessa classificação direta, bem de manual: rivalidade e exclusão são os dois testes centrais.