A demanda por determinado bem é dada por Qd = 1.000 − 3Pd, em que Qd é a quantidade demandada e Pd é o preço de demanda. A oferta desse mesmo bem é dada por Qs = 2Ps, em que Qs é a quantidade ofertada e Ps é o preço de oferta. Nessa situação hipotética, se o governo impuser um imposto de 250 unidades monetárias sobre cada unidade vendida, a quantidade consumida desse bem, considerado o equilíbrio de mercado, será igual a
- A)850.
Errada, porque a quantidade de equilíbrio após o imposto cai para 100, e não permanece tão alta.
- B)600.
Errada, pois 600 não resulta da condição de equilíbrio com o imposto por unidade.
- C)400.
Errada, porque a resolução correta leva a uma quantidade menor, de 100 unidades.
- D)0.
Errada, já que ainda existe equilíbrio com quantidade positiva mesmo após a tributação.
- E)100.
Certa, porque com imposto de 250 a quantidade de equilíbrio consumida é 100.
Gabarito: E
Quando o governo cria um imposto por unidade vendida, a curva de oferta não desaparece, mas “anda para cima” no valor do tributo. Em outras palavras, o comprador passa a pagar um preço maior do que o vendedor recebe. Aqui, se o imposto é de 250, vale a relação Pc = Ps + 250, em que Pc é o preço pago pelo consumidor e Ps é o preço recebido pelo produtor. A demanda é Qd = 1000 - 3Pc, e a oferta é Qs = 2Ps. No equilíbrio com imposto, a quantidade consumida é a mesma quantidade vendida, então Qd = Qs. Substituindo: 1000 - 3(Ps + 250) = 2Ps. Fazendo a conta, fica 1000 - 3Ps - 750 = 2Ps, ou seja, 250 = 5Ps, logo Ps = 50. Com isso, o preço pago pelo consumidor é Pc = 300, e a quantidade de equilíbrio é Q = 2 x 50 = 100. Portanto, o gabarito correto é a alternativa E. O raciocínio é o clássico de incidência tributária em microeconomia: imposto por unidade altera o preço efetivo e reduz a quantidade de equilíbrio. Se você pensou em “subtrair o imposto direto da quantidade” ou em usar apenas um dos preços, caiu na armadilha. Em questões de oferta e demanda, o imposto entra no preço, não na quantidade de forma direta.