A cardiotoxicidade em cães é comprovada como uma complicação que pode ocorrer pelo uso de qual dos quimioterápicos citados abaixo?
- A)Vincristina.
Vincristina não é conhecida por cardiotoxicidade, e sim por neurotoxicidade e efeitos gastrointestinais.
- B)Ciclofosfamida.
Ciclofosfamida pode causar principalmente toxicidade urinária, como cistite hemorrágica, e não é a opção clássica de cardiotoxicidade.
- C)Doxorrubicina.
Doxorrubicina é a antraciclina clássica associada à cardiotoxicidade em cães, especialmente por efeito cumulativo.
- D)Lomustina.
Lomustina tem mais relação com mielossupressão e toxicidade hepática do que com lesão cardíaca.
- E)Vimblastina.
Vimblastina pode causar mielossupressão e alterações gastrointestinais, mas não é a droga lembrada por cardiotoxicidade.
Gabarito: C
A cardiotoxicidade é um efeito adverso clássico de alguns quimioterápicos, e na veterinária isso cai muito com a doxorrubicina. Ela é uma antraciclina muito usada em oncologia, mas pode causar lesão miocárdica cumulativa, levando a arritmias e até insuficiência cardíaca, especialmente em cães mais sensíveis ou quando a dose total aumenta demais. Em prova, sempre que aparecer a palavra cardiotoxicidade, vale acender o alerta para antraciclinas, porque o coração costuma ser o órgão que mais sofre nesse grupo. O ponto principal aqui é que a doxorrubicina tem cardiotoxicidade bem reconhecida e comprovada em cães. O mecanismo envolve dano oxidativo aos miócitos e baixa capacidade de reparo do tecido cardíaco, o que explica por que o efeito pode ser tardio e dependente da dose acumulada. Na prática clínica, por isso se acompanha função cardíaca e se respeita limite de dose cumulativa. As outras opções também podem ter toxicidades importantes, mas não são a associação clássica com cardiotoxicidade. A prova quer exatamente essa lembrança: entre os quimioterápicos listados, a doxorrubicina é a que tem relação mais forte e consagrada com toxicidade cardíaca. É aquela resposta que o banco de questões adora porque mistura farmacologia com efeito adverso marcante.