A displasia coxofemoral (DCF) é uma doença articular do desenvolvimento comum em cães, geralmente bilateral. É caracterizada por ser uma doença multifatorial. As alternativas abaixo fazem parte dos fatores desencadeantes da DCF, EXCETO:
- A)Hereditariedade.
Certa, porque a hereditariedade é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da displasia coxofemoral.
- B)Crescimento rápido.
Certa, pois o crescimento rápido aumenta a sobrecarga articular e favorece o aparecimento da displasia.
- C)Microtraumas repetidos durante o crescimento.
Certa, porque microtraumas repetidos durante o crescimento contribuem para a instabilidade e piora da articulação.
- D)Trauma agudo.
Errada, porque trauma agudo não é fator desencadeante típico da DCF, que é uma doença do desenvolvimento e multifatorial.
- E)Obesidade.
Certa, já que a obesidade aumenta a carga sobre as articulações e agrava o risco e a evolução da displasia.
Gabarito: D
A displasia coxofemoral (DCF) é uma alteração do desenvolvimento da articulação do quadril em cães, e costuma aparecer como um problema multifatorial: não existe um único culpado, mas sim uma soma de genética e ambiente. Em outras palavras, o cão pode até nascer com predisposição, mas o modo como ele cresce e se movimenta também pesa bastante na história. Entre os fatores desencadeantes clássicos estão a hereditariedade, o crescimento rápido, a obesidade e os microtraumas repetidos durante a fase de crescimento. Tudo isso aumenta a instabilidade da articulação e favorece o desgaste progressivo. É aquele tipo de doença em que o quadril vai sofrendo aos poucos, sem “gritar” de uma vez. O ponto-chave da questão é que o trauma agudo não faz parte do conjunto típico de fatores desencadeantes da DCF. A doença é descrita como um distúrbio do desenvolvimento e da incongruência articular ao longo do tempo, e não como consequência de um único evento traumático súbito. Por isso, a alternativa D é a exceção pedida no enunciado. Na prática clínica, a DCF exige atenção a raça, idade, peso corporal e histórico de crescimento. A doutrina veterinária costuma reforçar esse caráter hereditário e ambiental da doença, especialmente em cães de grande porte, nos quais o controle de peso e do crescimento ajuda a reduzir o impacto do problema.