De acordo com o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), assinale a alternativa correta.
- A)O abate dos animais positivos para brucelose ou tuberculose deve ser feito em um prazo máximo de 30 dias após o diagnóstico.
Correta, porque o PNCEBT prevê o abate sanitário dos animais positivos para brucelose ou tuberculose em até 30 dias após o diagnóstico.
- B)Bovinos e bubalinos devem ser vacinados contra brucelose e tuberculose após o primeiro ano de vida.
Errada, porque não existe vacinação contra tuberculose e a vacina antibrucélica é indicada em faixa etária específica, não após o primeiro ano de vida.
- C)Para trânsito interestadual e participação de animais em eventos, não se faz necessário o exame negativo para brucelose.
Errada, porque o trânsito interestadual e a participação em eventos exigem controle sanitário e, conforme o caso, exame negativo para brucelose.
- D)Os animais reagentes positivos para brucelose ou tuberculose devem somente ser marcados para poder diferenciar-se do restante do rebanho saudável.
Errada, porque animais positivos não devem apenas ser marcados; eles precisam ser manejados conforme as medidas oficiais, incluindo destino sanitário.
- E)Não é necessário nenhum tipo de notificação para diagnóstico dessas doenças.
Errada, porque o diagnóstico dessas doenças é de interesse sanitário oficial e deve ser notificado conforme as normas de vigilância.
Gabarito: A
O PNCEBT, instituído no âmbito do MAPA, organiza as medidas de prevenção, controle e erradicação da brucelose e da tuberculose em bovinos e bubalinos. Na prática, o programa mistura vigilância, vacinação, exames, controle de trânsito e destino sanitário dos animais positivos. Não é aquela lógica de “achou, esquece”: o foco é identificar, registrar e remover a fonte de infecção com rapidez. Quando um animal é diagnosticado como positivo para brucelose ou tuberculose, a orientação do programa é o abate sanitário em prazo máximo de 30 dias após o diagnóstico. Isso evita a manutenção do agente no rebanho e reduz o risco para outros animais e para o ser humano, já que ambas são zoonoses importantes. Por isso, a alternativa A está correta. Já a vacinação não é feita contra tuberculose, e sim contra brucelose, em fêmeas bovinas e bubalinas jovens, dentro da faixa etária prevista nas normas do programa. Além disso, para trânsito interestadual e participação em eventos, o controle sanitário exige documentação e exames negativos conforme a finalidade e a categoria do animal. Ou seja, o PNCEBT é bem menos flexível do que a alternativa tenta fazer parecer. Em resumo: o programa não admite improviso. Animal positivo não fica “separadinho” indefinidamente, não basta só marcar, e o diagnóstico dessas doenças aciona medidas oficiais de controle e notificação. Em prova, quando aparecer PNCEBT, pense em vacinação correta, exame negativo, notificação e destino sanitário rápido dos positivos.