Em relação à identificação de animais silvestres, identifique com V ou F as afirmativas, conforme sejam verdadeiras ou falsas: ( ) No que se refere especificamente à ordem Passeriformes, o código dicotômico para a identificação das espécies ibéricas é útil, mas não inclui as famílias de distribuição neotropical. ( ) Quanto à anatomia das aves, uma pena típica consta de um eixo, dividido em caule ou cálamo e raque. Esse último, em ambos os lados, apresenta uma série de barbas paralelas que constituem o vexilo. Entre essas barbas, estão dispostas as chamadas bárbulas, que permitem manter em posição estável as barbas, dando também forma à pena. ( ) Os ossos esplâncnicos correspondem aos ossos curtos localizados no esqueleto apendicular dos animais. ( ) O Tapirus terrestris, pertencente à ordem Perissodactyla, apresenta três dedos com cascos bastante evidentes nos membros anteriores, e, nos posteriores, há um dedo adicional, de tamanho reduzido. ( ) Em dasipodídeos, o número de cintas móveis pode ser utilizado para auxiliar na identificação da espécie, mas deve ser confrontado com outras características para identificação, como tamanho, formato dos escudos dérmicos, comprimento da cauda e coloração. A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
- A)F, F, F, F, F.
Errada, porque a primeira, a segunda e a quinta afirmativas são verdadeiras, e não falsas como a alternativa sugere.
- B)F, V, V, V, F.
Errada, porque a primeira e a quinta afirmativas não são falsas, e a terceira e a quarta também estão incorretamente marcadas como verdadeiras.
- C)V, F, F, V, V.
Errada, porque a segunda e a terceira afirmativas foram invertidas, já que a segunda é verdadeira e a terceira é falsa.
- D)V, V, F, F, V.
Certa, pois a sequência correta é V, V, F, F, V.
Gabarito: D
A identificação de animais silvestres costuma misturar morfologia, anatomia e taxonomia, e a banca adora cobrar detalhes que parecem parecidos, mas não são. Em aves, por exemplo, a pena tem eixo com cálamo e ráquis, e o vexilo é formado pelas barbas e bárbulas, que ajudam a manter a estrutura organizada. Então essa parte da questão está bem descrita. Na identificação de Passeriformes, existem chaves dicotômicas úteis para a fauna ibérica, mas isso não significa que elas sirvam para famílias neotropicais, que têm outra composição e outra diversidade. Já a frase sobre ossos esplâncnicos está errada porque esses ossos não são ossos curtos do esqueleto apendicular; a descrição não bate com a anatomia veterinária clássica. O Tapirus terrestris também foi cobrado de forma traiçoeira: ele é um perissodáctilo, mas a afirmação troca a distribuição digital dos membros e não descreve corretamente a conformação dos dedos e cascos. Por fim, nos dasipodídeos, o número de cintas móveis realmente ajuda na identificação, mas nunca deve ser usado sozinho, pois é preciso comparar com tamanho, escudos dérmicos, cauda e coloração. Assim, a sequência fica V, V, F, F, V, que corresponde ao gabarito D. Em questões de animais silvestres, a banca costuma premiar quem sabe unir característica externa com classificação zoológica sem cair em detalhe mal colocado.