Os animais que amamentam os filhotes por longos períodos e intensamente, exibem graus variados de tetania e paresia muscular. Essa condição indica que a dieta fornecida está inadequada em
- A)Fibras.
Fibras não causam tetania e paresia muscular por deficiência direta, então não explicam o quadro descrito.
- B)Magnésio.
Magnésio pode estar envolvido em alterações neuromusculares, mas o contexto de lactação intensa aponta principalmente para deficiência de cálcio.
- C)Ferro.
Ferro se relaciona mais com anemia e fraqueza geral, não com tetania e paresia muscular por lactação.
- D)Cálcio.
Cálcio é o mineral mais ligado à lactação intensa e, quando está inadequado, pode causar hipocalcemia com tetania e paresia muscular.
- E)Carboidratos.
Carboidratos não explicam esse sinal clínico específico, que é típico de distúrbio mineral, especialmente de cálcio.
Gabarito: D
Quando uma fêmea amamenta por muito tempo e com grande intensidade, ela perde muito cálcio para produzir o leite. Se a dieta não repõe bem esse mineral, pode surgir hipocalcemia, um quadro que dá tremores, tetania, fraqueza e até paresia muscular. É aquele tipo de situação em que o corpo “cobra a conta” da lactação sem pedir licença. Por isso, o nutriente inadequado aqui é o cálcio. Ele é essencial para a contração muscular, a transmissão nervosa e a manutenção da excitabilidade neuromuscular. Quando cai demais, o músculo não responde direito, e aparecem os sinais clínicos descritos no enunciado. Esse problema é clássico em animais em lactação, especialmente quando a exigência nutricional é alta e a dieta não acompanha a demanda. Em provas, a banca costuma misturar sinais de debilidade muscular com outros minerais, mas a combinação de tetania e paresia aponta fortemente para hipocalcemia. Resumo prático: lactação intensa aumenta muito a necessidade de cálcio; se a oferta é insuficiente, o animal manifesta alterações neuromusculares. Então, neste caso, o gabarito é a alternativa que indica cálcio.