Algumas atividades ocupacionais expõem os profissionais ao risco de contrair determinadas doenças, como é o caso de médicos veterinários que correm o risco de contrair raiva. Para reduzir esse risco, são adotadas estratégias de prevenção como a profilaxia pré-exposição. Sobre a profilaxia pré-exposição em humanos, assinale a afirmativa correta.
- A)A aplicação de 3 doses da vacina contra raiva, nos dias 0 (zero), 7 e 28.
Certa: o esquema de profilaxia pré-exposição em humanos contra raiva é de 3 doses nos dias 0, 7 e 28.
- B)A via de administração das doses é, de preferência, o glúteo.
Errada: a vacina não deve ser aplicada preferencialmente no glúteo, e sim em local adequado como o deltoide.
- C)O controle sorológico deve ser feito 7 dias após a última dose do esquema.
Errada: o controle sorológico não é feito 7 dias após a última dose, pois esse prazo está incorreto para a avaliação da resposta vacinal.
- D)As doses devem ser refeitas após o intervalo de um mês, caso o título de anticorpos indicado pelo controle sorológico seja insatisfatório.
Errada: a repetição das doses não depende de “um mês” de forma automática, mas de avaliação do título de anticorpos e da orientação específica do protocolo.
Gabarito: A
A profilaxia pré-exposição contra a raiva é indicada para pessoas com maior risco ocupacional, como médicos-veterinários, manipuladores de animais e laboratoristas. A ideia é simples: antes de qualquer mordida ou contato suspeito, o organismo já fica “treinado” para responder melhor ao vírus. No esquema humano, aplicam-se 3 doses da vacina nos dias 0, 7 e 28, por via intramuscular, em local adequado como o deltoide. Isso reduz muito a gravidade do problema e facilita a conduta se houver exposição depois. O gabarito é a letra A porque esse é exatamente o esquema clássico de profilaxia pré-exposição cobrado em prova. A raiva é uma zoonose quase sempre fatal após o início dos sintomas, então prevenção aqui não é capricho: é estratégia de sobrevivência mesmo. Em termos práticos, a vacinação prévia não elimina totalmente a necessidade de avaliação após uma exposição, mas simplifica a resposta imunológica e a conduta. As demais alternativas tropeçam em detalhes bem comuns de banca: via de aplicação errada, controle sorológico no tempo errado e reforço baseado em critério inadequado. Em prova de epidemiologia e saúde pública veterinária, a FGV adora esse tipo de pegadinha com calendário, via de administração e monitoramento sorológico.