Vários microrganismos ou toxinas podem causar problemas reprodutivos em suínos. Um exemplo é a zearalenona, micotoxina produzida por fungos do gênero Fusarium, muito encontrada como contaminante natural em diversos alimentos, com destaque especial para o milho. O principal problema reprodutivo, em suínos, causado pela ingestão de zearalenona é
- A)o hiperestrogenismo.
Certa: a zearalenona tem ação estrogênica e causa hiperestrogenismo em suínos.
- B)a hiperprodução de testosterona.
Errada: a toxina não aumenta testosterona, mas sim imita estrogênio.
- C)a redução demasiada do ciclo estral.
Errada: o problema típico não é reduzir demais o ciclo estral, e sim provocar distúrbios estrogênicos e infertilidade.
- D)a alta mortalidade de leitões devido a ingestão de leite contaminado.
Errada: esse não é o principal efeito reprodutivo da zearalenona em suínos.
- E)o aumento de agressividade das fêmeas, que passam a recusar a monta do macho.
Errada: a toxina pode alterar o comportamento reprodutivo, mas o ponto clássico cobrado é o efeito estrogênico, não agressividade como principal manifestação.
Gabarito: A
A zearalenona é uma micotoxina produzida por fungos do gênero Fusarium, muito comum em grãos como o milho, e tem ação estrogênica. Em suínos, essa toxina se liga a receptores de estrogênio e provoca um quadro de hiperestrogenismo, isto é, excesso de efeito hormonal feminino. Por isso, o problema reprodutivo clássico é aparecerem sinais de “cio falso”, alteração do ciclo estral, edema vulvar, aumento de vulva e queda da fertilidade. O suíno é especialmente sensível a essa micotoxina, então mesmo doses relativamente baixas podem bagunçar a reprodução. Em granja, o quadro costuma chamar atenção porque as fêmeas parecem estar em estro, mas a fisiologia reprodutiva fica desorganizada, o que atrapalha cobertura, concepção e desempenho reprodutivo. O gabarito A está correto porque a zearalenona mimetiza o estrogênio. Ela não estimula testosterona, não causa mortalidade de leitões por leite contaminado como principal efeito e também não é definida por “encurtar demais” o ciclo estral, mas por gerar um efeito estrogênico exagerado. Em prova, pense assim: Fusarium + milho + suíno + reprodução = zearalenona com cara de estrogênio. Na prática, o controle passa por manejo de armazenamento dos grãos, redução da contaminação e uso de adsorventes quando indicados. Em concursos, a associação mais cobrada é justamente essa: micotoxina estrogênica em suínos, com impacto reprodutivo bem marcante.