A fauna sinantrópica pode ser nociva ao homem, podendo transmitir doenças ou causar agravos à saúde. O IBAMA, desde 2006, possui uma instrução normativa que regulamenta o controle e o manejo ambiental da fauna sinantrópica nociva. Assinale a opção que indica a forma de manejo ambiental da fauna sinantrópica nociva.
- A)Captura seguida de remoção.
Errada, porque captura com remoção não define manejo ambiental e não ataca a causa do problema, que é o ambiente favorável ao animal.
- B)Captura seguida de eliminação.
Errada, porque captura com eliminação é medida de controle direto do animal, e não uma forma de manejo ambiental.
- C)Captura seguida de esterilização.
Errada, porque esterilização não corresponde ao conceito de manejo ambiental cobrado na norma e não envolve eliminação dos recursos utilizados.
- D)Eliminação dos recursos por ela utilizados.
Certa, porque o manejo ambiental consiste em retirar os recursos que atraem e sustentam a fauna sinantrópica, como alimento, água e abrigo.
Gabarito: D
A fauna sinantrópica é aquela que vive próxima ao homem e aproveita o ambiente urbano ou rural alterado por nossas atividades. O problema é que, em alguns casos, esses animais podem transmitir doenças, contaminar alimentos, danificar estruturas ou causar outros agravos à saúde pública. Por isso, existe regulamentação específica para o controle e o manejo dessa fauna nociva, inclusive por meio de instruções normativas do IBAMA. A ideia central da legislação ambiental não é sair eliminando tudo de forma automática. O manejo ambiental prioriza reduzir a oferta de abrigo, água e alimento, ou seja, mexer no ambiente para que ele deixe de ser atraente para esses animais. Isso é bem mais inteligente e sustentável do que apostar só na captura ou no extermínio, que costumam ser medidas pontuais e nem sempre resolvem a origem do problema. No caso da questão, o gabarito é a letra D porque a forma de manejo ambiental da fauna sinantrópica nociva é a eliminação dos recursos por ela utilizados. Em outras palavras: se você tira comida, abrigo e condições favoráveis, você desestimula a permanência e a proliferação desses animais. Esse raciocínio está alinhado com a lógica da Instrução Normativa IBAMA nº 141/2006, que disciplina o controle e o manejo ambiental dessa fauna. Então, sempre que a banca falar em manejo ambiental, pense primeiro em prevenção e modificação do ambiente, não em caça ou eliminação direta do animal. É a clássica estratégia de "tirar o prato da mesa" para ver se o visitante vai embora.