De acordo com a Lei nº 6.259/75, assinale a opção que indica os principais componentes de um Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica eficaz.
- A)Coleta de impostos, administração de hospitais e controle de qualidade de alimentos.
Errada, porque mistura funções administrativas e tributárias que não compõem o núcleo da vigilância epidemiológica.
- B)Investigação de surtos de doenças, notificação compulsória de casos e coleta e análise de dados de saúde.
Certa, pois traz os elementos essenciais da vigilância: notificação, investigação e análise de dados para orientar o controle.
- C)Promoção da pesquisa científica em saúde, monitoramento de doenças não transmissíveis e inspeção de produtos farmacêuticos.
Errada, porque pesquisa e inspeção de produtos não definem o sistema de vigilância epidemiológica previsto na lei.
- D)Administração de serviços de saúde, regulamentação de produtos cosméticos e controle de poluentes ambientais.
Errada, porque trata de administração de serviços e regulação sanitária geral, não dos componentes centrais da vigilância epidemiológica.
Gabarito: B
A Lei nº 6.259/75 organiza a vigilância epidemiológica no Brasil como um conjunto de ações voltadas para conhecer, detectar e responder a doenças e agravos de interesse da saúde pública. Na prática, isso começa com a notificação dos casos, passa pela investigação epidemiológica e depende de boa coleta, consolidação e análise de dados para orientar medidas de controle. Sem informação confiável, o sistema vira um “médico sem exame”: até tenta, mas erra mais do que acerta. Por isso, os componentes centrais de um Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica eficaz envolvem notificação compulsória, investigação de surtos/casos e processamento dos dados coletados. É esse fluxo que permite identificar tendências, reconhecer riscos e agir rápido para interromper a transmissão ou reduzir danos. O gabarito está correto porque reúne exatamente esses três pilares: investigar surtos, notificar casos obrigatoriamente e coletar/analisar dados de saúde. A lógica da lei não é administrativa nem financeira; ela é operacional e epidemiológica. O foco é transformar evento de saúde em informação útil para ação. Em linguagem de prova, guarde o raciocínio: vigilância epidemiológica não é só “contar casos”. Ela envolve captar o evento, confirmar e investigar, analisar o comportamento da doença e devolver isso em medidas de controle. É o famoso ciclo da informação que vira intervenção.