Na anemia infecciosa equina (AIE), a linha formada com soro controle positivo (SCP) é a base para a leitura do teste de imunodifusão em gel de ágar (IDGA). Se ela não estiver nítida, o teste não é válido e deve ser repetido. Relacione os possíveis resultados do IDGA com suas respectivas definições: 1. Resultado POSITIVO. 2. Reação de LINHAS INESPECÍFICAS. 3. Reação FORTE POSITIVA. 4. Resultado NEGATIVO. 5. Resultado FRACO POSITIVO. ( ) Não forma uma linha contínua com as do controle. Elas são formadas por outras reações Ag-Ac. ( ) As linhas formadas entre o antígeno (Ag) e o SCP se dirigem para a cavidade onde se encontram as amostras testadas. ( ) A linha de precipitação tende a se formar mais próximo à cavidade onde se encontra a amostra que está sendo testada. Pode-se visualizar somente uma convergência das duas linhas do controle, na direção da cavidade, onde se encontra o soro que está sendo testado. ( ) As linhas formadas entre o Ag e o SCP se fundem com aquelas formadas pelas amostras testadas e formam uma linha contínua de identidade total. ( ) A linha de precipitação apresenta-se como uma faixa difusa, entre as duas linhas de controle. Em casos extremos, pode haver a inibição da formação desta faixa e só serão visualizadas as duas linhas de controle, interrompidas, a mesma distância do soro testado, não se verificando nenhuma precipitação entre estas linhas. A relação correta, na ordem apresentada, é
- A)3, 4, 1, 5 e 2.
Errada, porque embaralha as descrições de reação no gel e não respeita a correspondência entre linha inespecífica, negativa, fraca positiva, positiva e forte positiva.
- B)2, 4, 5, 1 e 3.
Certa, pois a sequência associa corretamente cada descrição ao respectivo resultado do IDGA na AIE.
- C)2, 4, 1, 5 e 3.
Errada, porque troca a posição dos resultados positivo e fraco positivo em relação às descrições apresentadas.
- D)2, 1, 5, 4 e 3.
Errada, porque começa com o resultado negativo onde o enunciado descreve linhas inespecíficas e ainda inverte outras classificações.
- E)4, 2, 1, 3 e 5.
Errada, porque confunde a ausência de reação específica com a linha do controle e desloca a ordem dos resultados descritos.
Gabarito: B
Na imunodifusão em gel de ágar (IDGA), o que você procura é a presença de linhas de precipitação entre antígeno e anticorpo. No caso da anemia infecciosa equina (AIE), o teste tem leitura bem visual: a linha do controle positivo precisa estar nítida, porque ela serve como referência para dizer se a reação da amostra faz sentido ou não. Se as linhas da amostra não se unem à do controle e aparecem apenas como reações independentes, você está diante de linhas inespecíficas. Já quando há fusão total das linhas, sem interrupção, isso caracteriza identidade total, isto é, resultado positivo. Se a reação é mais intensa, com linha bem evidente; se é mais discreta ou difusa, é a forma fraca positiva. Em situações negativas, não aparece linha de precipitação específica com a amostra. O ponto-chave é entender a descrição morfológica de cada reação. A FGV gosta de trocar a nomenclatura pela aparência da linha, então você precisa relacionar "contínua", "difusa", "interrompida" e "sem continuidade" com o tipo de resultado. É quase um mapa da reação imunológica desenhado no ágar. Por isso o gabarito B está correto: a primeira descrição corresponde a linhas inespecíficas (2), a segunda a resultado negativo (4), a terceira a resultado fraco positivo (5), a quarta a resultado positivo (1) e a quinta a reação forte positiva (3). Em provas de medicina veterinária laboratorial, esse tipo de questão costuma cobrar exatamente a leitura morfológica do IDGA, sem muita cerimônia.