A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) é uma doença neurológica fatal de bovinos adultos, caracterizada como uma encefalopatia espongiforme transmissível. Sobre a EEB, é correto afirmar que
- A)a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob em humanos foi associada à ingestão de tecidos de animais infectados com o príon do Tipo C.
Certa: a vCJD em humanos foi associada à ingestão de tecidos de bovinos infectados com a cepa clássica do príon da EEB, conhecida como tipo C.
- B)a imunohistoquímica é utilizada para a triagem de casos suspeitos.
Errada: a imunohistoquímica é usada principalmente na confirmação diagnóstica, não na triagem de casos suspeitos.
- C)o ELISA é utilizado como teste confirmatório.
Errada: o ELISA é exame de triagem/screening, e não o teste confirmatório da EEB.
- D)a EEB clássica é de ocorrência esporádica e espontânea normalmente em animais com mais de 8 anos de idade.
Errada: a EEB clássica não é esporádica nem espontânea; a forma esporádica é a atípica, geralmente em animais mais velhos.
- E)a notificação ao Serviço Veterinário Oficial deve ser feita quando o caso for confirmado.
Errada: a notificação ao Serviço Veterinário Oficial deve ocorrer na suspeita, e não apenas depois da confirmação do caso.
Gabarito: A
A EEB, ou “doença da vaca louca”, é uma encefalopatia espongiforme transmissível causada por príons, aquelas proteínas mal-educadas que conseguem induzir outras a se dobrar do jeito errado. Em bovinos, a forma clássica ficou famosa por ter relação com a alimentação contaminada por farinhas de origem animal, e o grande problema é que o agente resiste muito e ataca o sistema nervoso central de forma fatal. O ponto mais cobrado é a diferença entre teste de triagem e teste confirmatório. Na rotina de vigilância, o exame inicial costuma ser um teste rápido, como ELISA, em amostras do tronco encefálico. Já a confirmação do caso envolve métodos como histopatologia e imunohistoquímica, que permitem demonstrar o acúmulo do príon no tecido nervoso. A alternativa A está correta porque a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob em humanos foi associada ao consumo de tecidos de bovinos infectados com a cepa clássica do príon da EEB, tradicionalmente referida como tipo C. Ou seja, há ligação entre a EEB e a vCJD, e isso é um clássico de prova quando a banca quer misturar veterinária com saúde pública. Quanto à notificação, não se espera o diagnóstico final para avisar o Serviço Veterinário Oficial: a suspeita já exige comunicação imediata, por se tratar de doença de notificação obrigatória. Em termos normativos, a vigilância de EETs no Brasil segue regras do MAPA e dos programas oficiais de controle e erradicação, justamente para evitar atraso em investigação e medidas sanitárias.