Sobre a síndrome do estresse suíno, também conhecida como hipertermia maligna, assinale a afirmativa correta.
- A)A doença possui caráter genético, e está ligada a um gene dominante e a raças mais musculosas.
Errada: a síndrome tem base genética, mas a herança clássica não é dominante, e sim associada a mutações que predispõem o animal ao estresse, especialmente em linhagens de maior musculatura.
- B)Carcaças de suínos abatidos com essa doença apresentam carne DFD (dura, escura e seca).
Errada: carne DFD ocorre em estresse crônico e depleção de glicogênio, enquanto a síndrome do estresse suíno costuma se relacionar a carne PSE, com alteração pós-abate diferente.
- C)A doença dificilmente é notada, pois o único sinal clínico é o fulminante aumento de temperatura.
Errada: o quadro não se limita ao aumento fulminante de temperatura, pois também pode haver tremores, rigidez, taquicardia, dispneia e morte súbita.
- D)Uma característica marcante da doença é o rápido aparecimento do rigor mortis após a morte do animal.
Certa: o estresse intenso acelera as alterações post mortem e favorece o rigor mortis precoce, que é uma marca importante dessa síndrome.
- E)A doença não se manifesta no animal até que ele tenha atingido a fase adulta.
Errada: a doença pode se manifestar antes da fase adulta, já que a predisposição genética está presente desde cedo e os sinais podem surgir com estresse em qualquer fase.
Gabarito: D
A síndrome do estresse suíno, ou hipertermia maligna, é uma condição genética que deixa o animal muito sensível ao estresse, especialmente ao manejo, transporte e contenção. O problema clássico está ligado a uma alteração do controle de cálcio no músculo, o que facilita crises de hipertermia, rigidez muscular e colapso, além de alterar bastante a qualidade da carne após o abate. Na prática, o que chama atenção é que o quadro não se resume a “febre alta”. Pode haver tremores, taquicardia, dificuldade respiratória, prostração e até morte súbita. Depois do abate, a musculatura entra em uma sequência de alterações aceleradas, porque o metabolismo muscular fica muito alterado durante o episódio de estresse. É exatamente por isso que a alternativa D está correta: uma característica marcante é o aparecimento rápido do rigor mortis após a morte do animal. O estresse intenso leva a consumo rápido de energia muscular e acelera as mudanças post mortem, resultando em rigidez precoce e, muitas vezes, carne de pior qualidade. As peças mais cobradas em prova aqui são: herança genética, relação com estresse agudo e efeito sobre a carne. Se você lembrar que hipertermia maligna e síndrome do estresse suíno andam juntas, já corta boa parte das pegadinhas.