A linfadenite caseosa é uma doença contagiosa, crônica e debilitante de caprinos e ovinos. Sobre a linfadenite caseosa, é correto afirmar que
- A)o agente etiológico dessa doença é um vírus.
Errada, porque a linfadenite caseosa é causada por uma bactéria, Corynebacterium pseudotuberculosis, e não por vírus.
- B)métodos sorológicos como o ELISA e o Western Blot (WB) auxiliam na detecção de animais infectados e em programas de controle da doença.
Certa, porque ELISA e Western Blot auxiliam na detecção de animais infectados e são úteis em programas de controle da doença.
- C)a via aerógena é a principal via de transmissão.
Errada, pois a transmissão ocorre principalmente por contato com material contaminado, como pus de abscessos e fômites, e não pela via aerógena como principal rota.
- D)a drenangem dos abscessos não deve ser feita para evitar a contaminação do ambiente.
Errada, porque a drenagem pode ser necessária, desde que feita com manejo e biossegurança adequados, justamente para reduzir disseminação ambiental.
- E)um baixo impacto econômico é causado por essa enfermidade.
Errada, porque a enfermidade tem impacto econômico importante, com prejuízos produtivos, sanitários e de carcaça.
Gabarito: B
A linfadenite caseosa, muito cobrada em caprinos e ovinos, é causada pela bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis, e não por vírus. Ela provoca abscessos em linfonodos e em outros tecidos, com curso crônico e impacto importante no desempenho dos animais e na produtividade do rebanho. Ou seja: não é uma doença “de passagem”, ela costuma dar trabalho e prejuízo por bastante tempo. Na prática, o diagnóstico e o controle dependem de identificação dos animais infectados, isolamento, manejo sanitário e atenção às lesões purulentas, porque o material dos abscessos é altamente contaminante. Por isso, exames sorológicos como ELISA e Western Blot ajudam bastante na detecção de animais infectados, inclusive os que ainda não mostram sinais clínicos claros. A banca acertou ao considerar a alternativa B porque esses testes são usados justamente como apoio em programas de controle e vigilância da doença. Eles não substituem sozinho a avaliação clínica e epidemiológica, mas entram como ferramenta importante para reduzir a disseminação no rebanho. As demais alternativas erram pontos clássicos: o agente não é vírus, a transmissão não é principalmente aerógena, a drenagem de abscessos pode ser necessária com cuidados rigorosos de biossegurança, e o impacto econômico é relevante, especialmente por condenação de carcaças, queda de produção e descarte de animais.