Uma pessoa sofreu um acidente ofídico, e conseguiu identificar a cobra que a picou como sendo uma cobra coral-verdadeira. O tratamento específico para esse tipo de envenenamento deve ser feito por administração de soro
- A)antielapídico.
Correta, porque a coral-verdadeira causa envenenamento elapídico e o soro indicado é o antielapídico.
- B)antibotrópico.
Incorreta, porque o soro antibotrópico é usado em acidentes por serpentes do gênero Bothrops, como jararacas.
- C)anticrotálico.
Incorreta, porque o soro anticrotálico é indicado para acidentes por cascavel, do gênero Crotalus.
- D)antilaquético
Incorreta, porque o soro antilaquético é usado para envenenamento por surucucu, do gênero Lachesis.
- E)antivipérico.
Incorreta, porque o termo antivipérico não corresponde ao soro específico para coral-verdadeira e não é a associação cobrada aqui.
Gabarito: A
No acidente ofídico, o primeiro passo é reconhecer o tipo de serpente, porque o soro muda conforme o gênero envolvido. Isso parece detalhe de prova, mas na prática é o coração da conduta: soro errado não resolve o veneno certo. Quando a cobra é coral-verdadeira, o envenenamento é elapídico, causado por serpentes do gênero Micrurus, com ação principalmente neurotóxica. Por isso, o tratamento específico deve ser feito com soro antielapídico. Ele é o antiveneno indicado para neutralizar o veneno das corais verdadeiras. Em prova, a banca costuma misturar os nomes dos soros para testar se voce sabe associar serpente, gênero e antiveneno, então vale decorar essa dupla: coral-verdadeira = elapídico. Os outros soros são ligados a outros grupos: botrópico para jararacas, crotálico para cascavéis, laquético para surucucu e vipérico como termo mais amplo em algumas classificações. Ou seja, se a serpente foi identificada como coral-verdadeira, não tem suspense: o soro específico é o antielapídico.