A hiperplasia vaginal em cadelas é um evento fisiológico que ocorre durante a fase folicular, diretamente relacionado aos elevados níveis de estrógeno presentes durante o cio. O aumento do estrógeno determina a presença de edema vaginal e vulvar que pode tornar-se patológico nas situações com edema exagerado. Esse fato aliado ao relaxamento dos ligamentos vaginais, permite a exteriorização de porções específicas da parede vaginal. Todas as alternativas trazem informações corretas sobre a hiperplasia vaginal em cadelas, EXCETO:
- A)Com a evolução dessa patologia e aumento da irrigação da mucosa exposta, pode ocorrer prolapso total com exposição do meato urinário externo.
Certa: em casos mais graves, a mucosa exposta pode evoluir para prolapso mais amplo e até expor o meato urinário externo.
- B)A hiperplasia vaginal acomete em especial cadelas de pequeno porte, sem raça definida e com acesso à rua.
Errada: a condição não é típica de cadelas sem raça definida e de pequeno porte com acesso à rua, havendo maior predisposição em algumas raças e em fêmeas em estro.
- C)Pode ser classificada de 1º ou 2º grau, na dependência do volume de mucosa exposta.
Certa: a hiperplasia vaginal pode ser classificada em graus conforme a quantidade de mucosa exposta.
- D)O diagnóstico da hiperplasia vaginal baseia-se na idade, fase do ciclo estral e exame clínico criterioso, procedendo-se a exclusão de tumores, prolapsos vaginais e uterinos.
Certa: o diagnóstico é principalmente clínico, considerando idade, fase do ciclo estral e exclusão de outras causas de massa vaginal.
Gabarito: B
A hiperplasia vaginal em cadelas aparece no cio, quando o estrógeno sobe e deixa a mucosa vaginal e vulvar mais edemaciada. Em alguns casos, esse edema fica exagerado e, junto com o relaxamento dos tecidos de suporte, faz a mucosa “sair para fora”, dando aquele aspecto de massa rosada na vulva. É uma alteração ligada ao ciclo estral, então a avaliação do momento do cio ajuda muito no raciocínio clínico. Na prática, o diagnóstico é clínico e depende de observar a idade da cadela, a fase do ciclo e o exame físico cuidadoso. Como outras doenças podem parecer parecidas, o veterinário precisa excluir tumores, prolapso vaginal e até prolapso uterino antes de fechar o diagnóstico. É aquele caso em que olhar bem vale mais do que correr para o nome bonito da doença. A questão erra na alternativa B porque a hiperplasia vaginal não acomete em especial cadelas de pequeno porte, sem raça definida e com acesso à rua. O quadro é mais associado a fêmeas jovens, em estro, e há predisposição em algumas raças, especialmente braquicefálicas e de médio a grande porte, como Boxer e Bulldog. Ou seja, o perfil descrito em B não é o clássico da afecção.