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Medicina Veterinária · FACET Concursos · 2025

Questão comentada de Medicina Veterinária

Acerca da semiologia veterinária e das técnicas de exame clínico, analise a seguinte situação clínica e escolha a alternativa que melhor descreve o diagnóstico diferencial: Situação-problema: "Um canino de porte médio, três anos de idade, é levado à consulta com histórico de apatia, hiporexia e febre persistente. O exame físico revela linfadenomegalia generalizada, esplenomegalia e mucosas pálidas. Os exames complementares demonstram anemia normocítica normocrômica e leucocitose com desvio à esquerda. O tutor relata viagens frequentes com o animal a regiões endêmicas de leishmaniose visceral."

Gabarito: C

A questão mistura semiologia com raciocínio clínico. Quando voce vê um cão com apatia, febre persistente, hiporexia, linfadenomegalia generalizada, esplenomegalia e mucosas pálidas, o alarme acende para doença infecciosa sistêmica ou neoplásica, e não para um achismo isolado. O detalhe das viagens a áreas endêmicas de leishmaniose visceral pesa muito no diagnóstico diferencial, porque a leishmaniose canina costuma dar exatamente esse pacote: sinais inespecíficos, aumento de linfonodos, baço aumentado e anemia. Os exames laboratoriais também ajudam a montar o quebra-cabeça. A anemia normocítica normocrômica é comum em doenças crônicas/inflamatórias, como a leishmaniose, e a leucocitose com desvio à esquerda sugere processo inflamatório/infeccioso em atividade. Na prática, isso obriga voce a pensar em diagnósticos diferenciais como erliquiose monocítica, linfoma multicêntrico e leishmaniose visceral, porque todos podem cursar com linfadenomegalia, esplenomegalia e alterações hematológicas parecidas. Por isso o gabarito é a letra C: ela traz exatamente a abordagem correta, isto é, ampliar o diagnóstico diferencial e confirmar com exames complementares, como sorologia por ELISA e aspirado de linfonodo. Em semiologia veterinária, não existe truque mágico nem patognomonia barata aqui: o exame clínico aponta a suspeita, mas a confirmação depende de teste laboratorial e, quando indicado, citologia/visualização do agente. As demais alternativas exageram ou simplificam demais o quadro. Em prova, desconfie de expressões como "patognomônico" e de conclusões absolutas com base em um único achado clínico. O bom raciocínio semiológico é mais Sherlock do que chute.

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