Entre as medidas de vigilância epidemiológica da Febre Amarela está a notificação compulsória do (da):
- A)Aumento da detecção do mosquito Aedes aegypti em áreas urbanas.
Errada, porque aumento de Aedes aegypti é mais ligado à dengue, zika e chikungunya, não é o principal evento sentinela da Febre Amarela.
- B)Detecção de arbovírus em rato doméstico.
Errada, porque o rato doméstico não é o reservatório típico da Febre Amarela nem um alvo clássico de notificação compulsória nesse contexto.
- C)Morte de primatas não humanos.
Certa, porque a morte de primatas não humanos é uma epizootia sentinela e deve ser notificada para indicar possível circulação do vírus da Febre Amarela.
- D)Aumento do índice de casas com focos de mosquitos do gênero Haemagogus.
Errada, porque os focos de Haemagogus podem ser relevantes na vigilância, mas o item cobrado como notificação compulsória é outro evento epidemiológico mais sensível.
Gabarito: C
Na vigilância epidemiológica da Febre Amarela, o que acende o alerta não é só o mosquito, mas principalmente o evento sentinela que indica circulação viral na natureza. Em áreas com ciclo silvestre, a morte de primatas não humanos é um sinal importantíssimo, porque esses animais adoecem e podem morrer antes mesmo de aparecerem casos humanos. Por isso, a vigilância de epizootias em primatas faz parte da notificação compulsória e da investigação imediata. No Brasil, isso integra as ações de vigilância em saúde previstas pelo Ministério da Saúde para detecção precoce da circulação do vírus e adoção rápida de medidas como vacinação e controle vetorial. Em resumo: achou macaco morto, não é para ignorar, é para notificar.