A estratégia de atuação do PNCEBT é baseada na classificação das unidades federativas quanto ao grau de risco para as doenças tuberculose e brucelose e na definição e aplicação de procedimentos de defesa sanitária animal, de acordo com a classificação de risco. Em relação à estratégia do PNCEBT:
- A)são preconizados um conjunto de medidas sanitárias compulsórias e medidas cuja adesão é obrigatória para os estabelecimentos sob SIF.
Errada, porque o PNCEBT não se limita a medidas para estabelecimentos sob SIF; ele é um programa de controle sanitário para bovinos e bubalinos baseado em risco e em ações oficiais mais amplas.
- B)os testes utilizados no diagnóstico da tuberculose consistem no Antígeno Acidificado Tamponado (AAT) que é o teste de rotina, teste do 2-Mercaptoetanol (2-ME), Teste de Polarização Fluorescente (FPA) e teste de Fixação de Complemento (FC), que são os testes confirmatórios.
Errada, porque o Antígeno Acidificado Tamponado (AAT) é usado na brucelose, não na tuberculose, e os demais testes citados também pertencem ao diagnóstico de brucelose.
- C)é obrigatória a vacinação de todas as fêmeas bovina e bubalina, de 3 a 8 meses de idade, contra a brucelose.
Certa, porque a vacinação obrigatória de fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses contra brucelose é uma medida prevista no PNCEBT.
- D)os testes de rotina para brucelose são o teste cervical simples (TCS), o teste da prega caudal (TPC) e o teste cervical comparativo (TCC), sendo que o último também é utilizado como teste confirmatório.
Errada, porque TCS, TPC e TCC são testes voltados à brucelose, não à tuberculose; a banca mistura os nomes para induzir confusão.
- E)para obter a certificação de estabelecimento de criação livre, é necessária a realização de três testes de rebanho negativos consecutivos para brucelose ou para tuberculose com intervalo de 12 a 24 meses.
Errada, porque a certificação de livre envolve regras específicas de testes e intervalos que não correspondem a essa formulação genérica, além de o enunciado misturar requisitos de forma imprecisa.
Gabarito: C
O PNCEBT, Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal, organiza a defesa sanitária conforme o risco de cada unidade federativa. Em vez de tratar todo o país como se fosse igual, ele ajusta as ações de vigilância, controle, vacinação e certificação ao cenário epidemiológico local. Faz sentido: onde o risco é maior, a vigilância aperta; onde é menor, a meta é manter e avançar na erradicação. Na prática, o programa traz regras bem objetivas para brucelose e tuberculose em bovinos e bubalinos. Para brucelose, a vacinação é um ponto central e obrigatório em fêmeas jovens, justamente para reduzir a circulação da doença no rebanho. É aí que a alternativa C acerta: a vacinação obrigatória das fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade é uma medida clássica do PNCEBT. Vale lembrar que os testes diagnósticos e as ações de certificação não podem ser misturados no improviso. Brucelose e tuberculose têm protocolos diferentes, com testes de triagem, confirmatórios e regras específicas para trânsito, exames de rebanho e certificação. Em prova, a banca adora trocar o nome do teste e fazer você escorregar na doença errada. Então, resumindo: o PNCEBT combina classificação de risco, vacinação obrigatória em faixa etária definida e medidas sanitárias escalonadas. A letra C está correta porque reproduz exatamente a regra de vacinação obrigatória contra brucelose para fêmeas bovinas e bubalinas de 3 a 8 meses, conforme a regulamentação do MAPA para o programa.