Foi encaminhado ao Hospital Veterinário um canino, macho, da raça Shih Tzu, de três meses de idade que apresentava dificuldade respiratória com ruídos noturnos, dispneia, dificuldade inspiratória e cavidade oral sempre aberta. Durante o exame clínico, observou-se uma diminuição da abertura das narinas, sem prolongamento do palato mole e com uma dificuldade inspiratória e expiratória severa. Dentre as técnicas cirúrgicas descritas para tratamento dessa afecção, estão incluídas, EXCETO:
- A)Ressecção em cunha vertical da prega alar.
Correta, pois a ressecção em cunha vertical da prega alar é técnica usada para corrigir narinas estenosadas.
- B)Ressecção em cunha horizontal da prega alar.
Correta, porque a ressecção em cunha horizontal também amplia a abertura nasal em cães braquicefálicos.
- C)Amputação da prega alar.
Correta, já que a amputação da prega alar é outra forma de tratamento cirúrgico da estenose de narinas.
- D)Estafilectomia.
Errada, pois a estafilectomia é indicada para alongamento do palato mole, achado que não apareceu no caso.
- E)Alapexia.
Correta, porque a alapexia é uma técnica de correção das narinas estenosadas, melhorando o fluxo de ar.
Gabarito: D
O caso descreve uma síndrome braquicefálica em um filhote de Shih Tzu, com narinas estreitas, dificuldade para inspirar e expirar e ausência de alongamento do palato mole. Nessa situação, o alvo cirúrgico principal costuma ser a correção das narinas estenosadas, porque o “gargalo” da passagem de ar está na entrada do nariz, e não no palato. Por isso, técnicas como ressecção em cunha vertical da prega alar, ressecção em cunha horizontal, amputação da prega alar e alapexia entram no pacote de correções possíveis para ampliar a abertura das narinas. Em outras palavras: aqui o problema é a porta de entrada do ar, então a cirurgia tenta “abrir a porta”. A alternativa incorreta é a estafilectomia, pois ela é indicada quando há alongamento do palato mole, o que não foi observado no enunciado. Ou seja, seria uma cirurgia voltada a outra lesão da síndrome braquicefálica, não ao quadro descrito. A banca cobra exatamente essa leitura anatômica: identificar qual estrutura está causando o ruído e a dispneia e escolher a técnica correspondente.