Quanto ao prolapso da glândula da terceira pálpebra, é INCORRETO afirmamos:
- A)A condição não é causada por inflamação primária, neoplasia ou hiperplasia.
Correta, porque o prolapso não é definido por inflamação primária, neoplasia ou hiperplasia como causa principal.
- B)A síndrome de Horner está incluída como diagnóstico diferencial.
Correta, pois a síndrome de Horner entra no diagnóstico diferencial de alterações da terceira pálpebra.
- C)Nas técnicas cirúrgicas de bolso, para reposicionar a glândula de terceira pálpebra, parte da cartilagem da terceira pálpebra deve ser removida para facilitar a acomodação da glândula.
Errada, porque a técnica de bolso não exige retirada de cartilagem da terceira pálpebra; ela faz o reposicionamento por meio de uma bolsa conjuntival.
- D)A remoção cirúrgica da glândula frequentemente resulta em ceratoconjutivite.
Correta, já que a remoção da glândula pode reduzir a produção lacrimal e predispor à ceratoconjuntivite seca.
- E)As técnicas cirúrgicas de ancoramento podem resultar em entropion.
Correta, porque técnicas de ancoramento podem alterar a posição da pálpebra e favorecer entropion.
Gabarito: C
O prolapso da glândula da terceira pálpebra, o famoso "cherry eye", é uma alteração bem comum em cães e acontece quando a glândula sai do seu posicionamento normal e fica exposta no canto medial do olho. O ponto central aqui é lembrar que o tratamento busca recolocar e preservar essa glândula, porque ela participa da produção da parte aquosa da lágrima. Ou seja: não é caso de "tirar o problema pela raiz" arrancando a glândula, muito menos de tratar como se fosse apenas inflamação isolada. As causas e associações incluem, entre os diagnósticos diferenciais, a síndrome de Horner, além de processos inflamatórios, alterações de suporte e outras condições que podem favorecer a exteriorização da glândula. Em cirurgia, as técnicas mais usadas são as de reposicionamento, como a técnica de bolso e as de ancoramento, justamente para manter a glândula no lugar sem sacrificá-la. A alternativa C está incorreta porque, nas técnicas de bolso, não se remove parte da cartilagem da terceira pálpebra para acomodar a glândula. O objetivo é criar um compartimento de tecido conjuntival para abrigá-la, preservando a anatomia. Remover cartilagem seria ir contra a lógica do procedimento e pode prejudicar a função da terceira pálpebra. Já a retirada cirúrgica da glândula é desencorajada, porque frequentemente leva a ceratoconjuntivite seca, já que você elimina uma importante fonte de lágrima. Em resumo: no "cherry eye", a regra de ouro é reposicionar e preservar, não mutilar.