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Medicina Veterinária · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Medicina Veterinária

No que se refere à medicina veterinária preventiva e saúde pública, em relação às medidas adotadas no Brasil para a mitigação do risco de disseminação do agente etiológico da encefalopatia espongiforme bovina (EEB), assinale a opção correta.

Gabarito: E

A EEB, ou doença da vaca louca, é uma zoonose de interesse sanitário porque o agente causal é um príon, extremamente resistente e sem tratamento curativo. Por isso, o Brasil adotou regras bem rígidas para evitar a reciclagem do agente na cadeia alimentar, especialmente proibindo o uso de materiais de risco na alimentação de ruminantes. Na prática, a lógica é simples: o que pode conter tecido de risco não pode voltar para ruminante como se nada tivesse acontecido. A legislação brasileira, alinhada às normas do MAPA e ao controle sanitário da alimentação animal, impõe separação de produção, restrições de matéria-prima e destinação adequada de subprodutos de origem animal. É um caso clássico em que a prevenção vale muito mais do que qualquer tentativa de remediar depois. A alternativa E está correta porque a fabricação, na mesma planta, de produtos para ruminantes e para não ruminantes é admitida, desde que existam linhas separadas desde a recepção dos ingredientes ou matérias-primas até a entrada no misturador, além de outras exigências legais. Essa é justamente a estratégia para evitar contaminação cruzada com ingredientes proibidos para ruminantes. As demais opções escorregam em pontos importantes: algumas tentam liberar para ruminantes o que é vedado, outras falam em vacinação contra EEB, o que não existe como medida rotineira de controle. Em EEB, o foco é bloquear a transmissão e impedir o reaproveitamento indevido de materiais de risco, não vacinar.

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