De acordo com a Instrução Normativa n.º 20/2016 do MAPA, que estabelece o controle e o monitoramento de Salmonella spp., os estabelecimentos avícolas comerciais de frangos e perus de corte devem
- A)encaminhar anualmente ao serviço veterinário estadual, os diagnósticos positivos para Salmonella enteritidis, Salmonella typhimurium, Salmonella gallinarum e Salmonella pullorum.
Errada, porque a IN 20/2016 não traz essa obrigação de encaminhar anualmente todos esses diagnósticos positivos ao serviço veterinário estadual nesses termos.
- B)por meio do médico veterinário, que realiza o controle sanitário, priorizar galpões onde haja aves com sinais clínicos, índices zootécnicos abaixo do esperado ou que tenham sido submetidas a estresse, quando da coleta de amostras em núcleos com vários galpões.
Certa, porque a norma orienta que, em núcleos com vários galpões, a coleta priorize locais com aves com sinais clínicos, pior desempenho ou submetidas a estresse.
- C)acondicionar as amostras a serem enviadas ao laboratório de forma a manter a umidade e a temperatura entre dez e vinte graus centígrados negativos, aceitando uma variação de um grau centígrado a mais ou a menos.
Errada, porque a regra descrita sobre acondicionamento, umidade e faixa de temperatura negativa não corresponde ao padrão exigido pela IN para o envio das amostras.
- D)aplicar vazio sanitário de quinze dias, previamente ao processo de limpeza e desinfecção, nos casos em que houver detecção de salmonela.
Errada, porque o prazo de vazio sanitário indicado não é esse e a sequência mencionada não reflete a exigência normativa para situações de detecção de salmonela.
- E)assegurar que, no momento da coleta de amostras para controle de Salmonella spp., as aves não estejam sob efeito de agentes melhoradores de desempenho presentes nas rações.
Errada, porque a IN não estabelece essa proibição geral nos termos apresentados sobre aves estarem sob efeito de melhoradores de desempenho na ração no momento da coleta.
Gabarito: B
A Instrução Normativa n.º 20/2016 do MAPA criou regras para controle e monitoramento de Salmonella spp. em estabelecimentos avícolas comerciais, justamente para reduzir o risco sanitário na cadeia de frangos e perus de corte. A lógica da norma é simples: coletar, monitorar e agir de forma dirigida, sem chute e sem improviso. Em núcleos com vários galpões, a coleta não deve ser aleatória pura, porque faz mais sentido começar pelos locais com maior chance de detecção do agente. É exatamente aí que a alternativa B acerta. A norma orienta que, por meio do médico veterinário responsável pelo controle sanitário, a coleta priorize galpões com aves que apresentem sinais clínicos, desempenho zootécnico abaixo do esperado ou que tenham sido submetidas a estresse. Isso aumenta a chance de encontrar o problema onde ele tende a aparecer primeiro, o que é bem compatível com um programa de vigilância sanitária. As demais alternativas tentam misturar exigências que não correspondem ao texto normativo ou exageram em detalhes técnicos. Em prova, a banca gosta de colocar um pedaço verdadeiro junto com outro inventado, para testar se voce leu a regra com atenção. Aqui, o foco é o critério de priorização da coleta, não inventar prazos, temperaturas ou condições fora do padrão da IN. Então, guarde a ideia central: em monitoramento de Salmonella, a fiscalização quer amostragem inteligente, com foco nos pontos de maior risco. É por isso que a B é a correta.