Qual fenômeno cadavérico inviabiliza o exame histológico? Marque a alternativa correta.
- A)Gigantismo.
Errada, porque gigantismo não é fenômeno cadavérico e não tem relação com inviabilização do exame histológico.
- B)Autólise.
Certa, porque a autólise promove autodigestão dos tecidos e destrói a arquitetura necessária para a análise histológica.
- C)Saponificação.
Errada, porque a saponificação é um fenômeno conservador que pode preservar tecidos, em vez de inviabilizar diretamente a histologia.
- D)Maceração.
Errada, porque a maceração é mais associada à degradação em meio líquido, especialmente em fetos, e não é a resposta clássica para histologia inviável.
- E)Coliquação.
Errada, porque a coliquação é um processo de liquefação tecidual, mas a banca costuma reservar para a autólise a ideia de inviabilização do exame histológico.
Gabarito: B
Na tanatologia, os fenômenos cadavéricos ajudam a entender o que acontece com o corpo depois da morte. Alguns são conservadores, como a saponificação, e outros destroem progressivamente os tecidos. Para o exame histológico, o que interessa é a preservação da arquitetura celular e tecidual, porque sem isso a lâmina perde valor diagnóstico. A autólise é a autodigestão dos tecidos pelas próprias enzimas celulares, sem ação de bactérias. É como se a célula, já sem vida, começasse a se degradar por dentro. Isso compromete rapidamente a estrutura microscópica, tornando o exame histológico inviável ou muito prejudicado. Por isso o gabarito é a letra B. Em termos práticos, se o material já está autolisado, o patologista perde detalhes importantes da morfologia celular, e a leitura histológica fica pouco útil. É uma ideia bem cobrada em Medicina Legal: fenômenos destrutivos atrapalham a análise microscópica, enquanto fenômenos conservadores tendem a preservar o cadáver por mais tempo. As outras alternativas falam de fenômenos diferentes: alguns alteram a aparência do corpo, mas não são a causa clássica de inviabilização do exame histológico. Na prova, a chave é lembrar que autólise é destruição interna do tecido, ou seja, exatamente o oposto do que você quer para ver célula bonitinha na lâmina.