A Toxicologia Forense estuda o efeito de substâncias tóxicas nos seres humanos, o que pode se dar de modo intencional ou acidental. Sobre o assunto, assinale a afirmativa correta.
- A)A síndrome do body pusher corresponde ao transporte de drogas no estômago ou intestino.
Errada, porque body pusher não corresponde ao transporte no estômago ou intestino, e sim ao uso de orifícios naturais para ocultação.
- B)O envenenamento costuma ser acidental e corresponde a uma energia de ordem bioquímica.
Errada, porque envenenamento não costuma ser necessariamente acidental, e a descrição como "energia de ordem bioquímica" não traduz corretamente o conceito toxicológico.
- C)A intoxicação é consequência de um ato sempre intencional e corresponde à energia de ordem química.
Errada, porque intoxicação não é sempre intencional, podendo ser acidental, ocupacional ou terapêutica, além de a classificação da alternativa estar conceitualmente imprecisa.
- D)A síndrome do body packer corresponde ao transporte de drogas em orifícios naturais, como o ânus e a vagina.
Errada, porque body packer se relaciona ao transporte no trato gastrointestinal, não em orifícios naturais como ânus e vagina.
- E)Nas síndromes de body pusher ou body packer, quando alguma cápsula explode, pode ocorrer morte por overdose.
Certa, porque a ruptura de cápsulas ingeridas ou ocultadas pode liberar grande quantidade de droga no organismo e causar overdose, com risco de morte.
Gabarito: E
Na Toxicologia Forense, a ideia central é simples: substâncias tóxicas podem causar dano por intoxicação aguda, crônica, por uso acidental, voluntário ou até criminal. O ponto da questão está nas chamadas síndromes dos "body packers" e "body pushers", muito cobradas em prova porque misturam medicina legal com tráfico de drogas. O body packer é quem engole ou acondiciona cápsulas com drogas para transportá-las no trato gastrointestinal, geralmente no estômago ou intestino. Já o body pusher, em sentido usado em algumas referências, se relaciona ao transporte por inserção em orifícios naturais, como vagina e ânus. Em ambos os casos, a intenção é esconder a droga do controle policial e facilitar o transporte. O grande perigo é o rompimento de uma dessas cápsulas. Se a embalagem falha, a droga é liberada de uma vez no organismo, podendo provocar intoxicação grave e overdose fulminante. Ou seja, o problema não é só o transporte em si, mas a possibilidade de liberação maciça do tóxico, com risco real de morte. Por isso o gabarito é a letra E: nas síndromes de body packer ou body pusher, a ruptura de uma cápsula pode levar à overdose. Em prova, guarde essa imagem: droga escondida + cápsula rompida = emergência toxicológica.