As incisões mais comumente utilizadas são
- A)bimastoidea e submentoxifopubiana.
Correta, porque a bimastoidea e a submentoxifopubiana são incisões clássicas e mais usadas na necropsia forense.
- B)longitudinal na cabeça e transversal no abdome.
Errada, pois traz incisões genéricas de localização anatômica que não correspondem ao padrão clássico de abertura cadavérica.
- C)subcostal bilateral e laparatomia exploradora.
Errada, porque subcostal bilateral e laparotomia exploradora são termos ligados à cirurgia, não às incisões forenses mais comuns.
- D)bimastoidea e laparatomia exploradora.
Errada, pois mistura uma incisão clássica de necropsia com uma técnica cirúrgica abdominal, o que não é o padrão cobrado.
- E)supra púbica e transversal na cabeça.
Errada, porque as incisões citadas não representam o conjunto mais comum utilizado na abertura pericial do corpo.
Gabarito: A
Na tanatologia forense, especialmente no exame necroscópico, o médico-legista faz incisões padronizadas para abrir o corpo com boa visualização das cavidades e dos órgãos, sem inventar moda no meio do exame. A ideia é ganhar acesso rápido e seguro, preservando ao máximo a possibilidade de observação das estruturas internas e a descrição dos achados. As incisões mais cobradas como as mais usuais são a bimastoidea, na região do couro cabeludo e crânio, e a submentoxifopubiana, no tronco, com percurso amplo para abertura das cavidades torácica e abdominal. É o tipo de corte clássico de necropsia, muito associado ao procedimento-padrão da medicina legal. Por isso o gabarito é a letra A. Ela reúne justamente as duas incisões mais comumente utilizadas no exame cadavérico: uma para a abertura craniana e outra para a abertura do tronco, permitindo a inspeção adequada dos segmentos principais do corpo. Na prática, a banca gosta de trocar os nomes técnicos por opções de cirurgias ou cortes anatômicos mais “bonitos” e, assim, confundir quem estudou por alto. Aqui, o ponto é reconhecer a nomenclatura clássica da necropsia, não a da cirurgia hospitalar.