Um cadáver de uma mulher grávida foi encontrado em estado de decomposição avançado caracterizado por bolhas subcutâneas, circulação póstuma de Brouardel, aumento global do volume do corpo, estando o feto ausente, podendo ter sido expelido pela pressão intra-abdominal dos gases da putrefação. O nome dessa condição é parto póstumo de
- A)Brouardel.
Correta: Brouardel é o eponímico do parto póstumo provocado pela putrefação e pela pressão dos gases cadavéricos.
- B)Piscacek.
Errada: Piscacek é sinal relacionado à gravidez, não ao parto póstumo por decomposição cadavérica.
- C)Jaquemier.
Errada: Jaquemier é outro sinal obstétrico-pericial, sem relação com expulsão fetal post mortem.
- D)Reil-Hegar.
Errada: Reil-Hegar refere-se a achado obstétrico de gestação, e não ao fenômeno cadavérico descrito.
- E)Osiander.
Errada: Osiander é sinal clássico de gravidez, não o nome do parto póstumo após a morte.
Gabarito: A
Na tanatologia forense, alguns sinais ajudam a reconhecer a gestante falecida e até a chamada expulsão fetal após a morte. Quando a putrefação avança, os gases da decomposição aumentam a pressão intra-abdominal e podem provocar a saída do feto pela vagina. Esse fenômeno recebe o nome de parto póstumo de Brouardel. O enunciado entrega exatamente o quadro clássico: cadáver em decomposição avançada, bolhas subcutâneas, circulação póstuma de Brouardel e aumento global do volume corporal. Em linguagem de prova, isso aponta para a expulsão fetal causada pela putrefação, não para trabalho de parto verdadeiro. Ou seja, o corpo morto “faz força” por ação dos gases, e não por contrações uterinas. As demais opções são outros sinais médico-legais ligados à gestação ou à morte, mas não nomeiam esse parto póstumo. A banca costuma cobrar esses epônimos como se fossem peças de um quebra-cabeça: se você reconhece o contexto de decomposição com extrusão fetal, a associação correta é Brouardel. Não há um artigo de lei específico aqui; o tema é de medicina legal doutrinária e de terminologia pericial clássica.