Para a identificação de cadáveres em estado de decomposição, recomenda-se a coleta de DNA de duas fontes distintas, como, por exemplo, cartilagem e osso longo, preferencialmente fêmur. No entanto, se não for possível utilizar o fêmur, um outro osso longo dos membros inferiores pode ser investigado. Esse osso pode ser o(a):
- A)rádio;
O rádio é osso longo do antebraço, não dos membros inferiores, então não atende ao que o enunciado pediu.
- B)patela;
A patela é um osso sesamoide do joelho, não um osso longo, e por isso não é a opção adequada para essa substituição.
- C)tíbia;
A tíbia é osso longo dos membros inferiores e pode substituir o fêmur na coleta para DNA quando este não puder ser utilizado.
- D)ulna;
A ulna é osso longo do antebraço, portanto pertence aos membros superiores e não serve aqui.
- E)calcâneo.
O calcâneo é um osso do tarso, não um osso longo, então não é o melhor candidato para essa finalidade.
Gabarito: C
Na identificação humana em cadáver em decomposição, o DNA costuma ser coletado de tecidos mais resistentes à degradação, como cartilagem e ossos longos. A ideia é escolher material que ainda preserve melhor o conteúdo genético quando os tecidos moles já foram embora, porque a decomposição não costuma facilitar a vida de ninguém. Entre os ossos longos, o fêmur é o preferido pela quantidade de tecido ósseo e pela boa proteção do material genético. Se ele não estiver disponível, a perícia pode recorrer a outro osso longo dos membros inferiores, e aí entra a tíbia. Ela também é um osso longo, robusto e muito usado em exames periciais de identificação por DNA. Por isso, a alternativa correta é a letra C. A banca cobra a noção anatômica básica aplicada à Medicina Legal: membros inferiores incluem fêmur, tíbia e fíbula, mas, na lógica pericial do enunciado, o osso longo substituto citado é a tíbia. Em termos práticos, essa escolha faz sentido porque a tíbia tende a preservar melhor o material biológico em situações de putrefação avançada. Em concursos, a regra de ouro é: quanto mais resistente a amostra, maior a chance de sucesso na análise genética.