No processo de identificação, quando o perito não conta com volumes apreciáveis de DNA (sangue fresco ou saliva) que possa ser recuperado do material de prova e da amostra biológica de referência, deve-se optar por um método com alto nível de sensibilidade. Dentre as opções apresentadas, assinale a que seria mais adequada para casos com amostras exíguas.
- A)Reação em cadeia da polimerase de microssatélites (PCR).
Certa: a PCR de microssatélites/STRs é muito sensível e permite análise mesmo com pouco DNA disponível.
- B)Polimorfismo de fragmento amplificado (AmpFLP).
Errada: o AmpFLP é um método de amplificação, mas não é a resposta mais clássica e cobrada como solução principal para amostras exíguas.
- C)Tipagem de comprimento especifico (TLS).
Errada: tipagem de comprimento específico não é a técnica de maior sensibilidade para vestígios mínimos.
- D)Polimorfismo de tamanho de fragmentos de restrição (RFLPs).
Errada: RFLP exige DNA em maior quantidade e melhor preservado, então não é indicado para amostras muito pequenas.
- E)Fingerprint.
Errada: fingerprint é uma técnica de identificação papiloscópica, não uma solução de alta sensibilidade para análise de DNA em amostras exíguas.
Gabarito: A
Quando a amostra biológica é mínima, o perito precisa de um método que consiga "amplificar" o material genético disponível. É aí que a PCR ganha protagonismo: ela copia regiões específicas do DNA milhões de vezes, permitindo análise mesmo quando a quantidade inicial é muito pequena. Em identificação forense, isso faz toda a diferença em vestígios como uma gota minúscula, uma mancha discreta ou material degradado. Os microssatélites, também chamados STRs, são sequências curtas repetidas do DNA muito usadas na perícia porque variam bastante entre as pessoas e podem ser analisadas com alta sensibilidade. Por isso, a PCR de microssatélites é uma escolha clássica quando o material de prova é exíguo. É o tipo de técnica que salva o caso quando o vestígio vem "economizando até DNA". Já os métodos mais antigos, como RFLP, exigem maior quantidade e melhor qualidade de DNA, então ficam ruins quando a amostra é pouca ou degradada. AmpFLP e outras variações podem aparecer na teoria, mas, em prova de concurso, a lógica central é: pouca amostra pede técnica altamente sensível, e a PCR é a rainha desse cenário. Portanto, o gabarito é a letra A porque a PCR de microssatélites oferece amplificação e sensibilidade suficientes para trabalhar com amostras biológicas escassas, exatamente o que o enunciado descreve.