Baseado nos conceitos básicos expostos na literatura acerca da extração de material para estudo de DNA dos dentes, relacione a estrutura dental com suas respectivas características. 1. Polpa dental. 2. Dentina e Cemento. 3. Esmalte. ( ) Tecido rico em DNA. ( ) Não é utilizado para extração de DNA. ( ) Somente em casos eventuais, ínfimas porções de DNA podem ser recuperadas. Assinale a opção que indica a relação correta na ordem apresentada.
- A)1, 2 e 3.
Errada, porque troca a ordem das estruturas e não respeita a associação correta entre polpa, dentina/cemento e esmalte.
- B)1, 3 e 2.
Certa, porque a polpa é rica em DNA, a dentina e o cemento não são usados para extração, e o esmalte só excepcionalmente rende traços mínimos.
- C)3, 2 e 1.
Errada, porque coloca o esmalte antes da dentina e do cemento, invertendo as características esperadas de cada estrutura.
- D)2, 3 e 1.
Errada, porque atribui à dentina e ao cemento a característica da polpa e ainda desorganiza a sequência das demais camadas.
- E)2, 1 e 3.
Errada, porque confunde a estrutura rica em DNA com a que praticamente não serve para extração e embaralha a ordem pedida no enunciado.
Gabarito: B
Na odontologia legal, o dente pode ser uma fonte muito útil de material genético, principalmente quando o corpo está degradado ou o corpo já não ajuda muito. Isso acontece porque as estruturas dentais protegem bem o conteúdo interno, e a polpa é a parte mais valiosa para esse fim, por ser rica em DNA e ficar “guardada” dentro do dente. Já a dentina e o cemento não costumam ser as melhores escolhas para extração de DNA. Em regra, não são usados como fonte principal, porque oferecem rendimento baixo e pouca vantagem prática em relação à polpa. O esmalte, por sua vez, é a camada mais dura e mineralizada do dente, mas praticamente não serve para extração de DNA; quando muito, em situações excepcionais, podem ser recuperadas ínfimas porções. Por isso, a correspondência correta é: polpa dental = tecido rico em DNA; dentina e cemento = não utilizado para extração de DNA; esmalte = somente em casos eventuais, com recuperação mínima de material genético. Assim, a sequência fica 1, 2 e 3, que corresponde à letra B. Em prova, a banca costuma cobrar essa lógica simples: a parte interna e protegida do dente ajuda, a parte externa e mineralizada quase nada ajuda. Se você lembrar disso, já evita a confusão clássica entre “estrutura dura” e “estrutura útil para DNA”.