Acidentes automobilísticos podem causar a movimentação do encéfalo no interior da caixa craniana, levando ao estiramento e rompimento de axônios e vasos sanguíneos cerebrais. O rompimento de axônios pode produzir a morte do indivíduo. Axônio é o(a)
- A)célula nervosa, que também pode ser chamada de neurônio;
Errada: neurônio é a célula nervosa inteira, e não apenas o axônio.
- B)prolongamento da célula nervosa, por onde entra o estímulo nervoso;
Errada: quem recebe o estímulo nervoso são, em regra, os dendritos; o axônio conduz o impulso para fora do corpo celular.
- C)bainha de gordura que envolve os neurônios e atua como isolante elétrico;
Errada: isso descreve a bainha de mielina, que funciona como isolante elétrico.
- D)região da célula nervosa que forma os feixes que compõem os nervos;
Certa: o axônio é o prolongamento da célula nervosa que compõe fibras e feixes nervosos.
- E)local do neurônio onde fica o núcleo, que comanda o funcionamento da célula.
Errada: essa descrição corresponde ao corpo celular, onde fica o núcleo.
Gabarito: D
Em traumatologia forense, especialmente nos traumatismos cranioencefálicos com aceleração e desaceleração, o encéfalo pode se mover dentro da caixa craniana e sofrer lesão difusa de axônios. Isso é importante porque o axônio é a parte do neurônio responsável por conduzir o impulso nervoso para longe do corpo celular. Quando esse prolongamento se rompe, a comunicação entre os neurônios fica comprometida e a lesão pode ser grave o suficiente para levar à morte. Para não confundir: o neurônio é a célula nervosa inteira; o corpo celular abriga o núcleo; os dendritos recebem estímulos; e o axônio leva o impulso adiante. Em acidentes automobilísticos, o estiramento e rompimento axonal é um mecanismo clássico de lesão cerebral difusa, muito lembrado em Medicina Legal. Por isso, o gabarito é a letra D: ela descreve, em essência, o axônio como o prolongamento da célula nervosa que integra a formação dos feixes nervosos. Doutrinariamente, essa é a definição anatômico-funcional esperada em questões sobre sistema nervoso e lesões traumáticas. Já as demais alternativas tentam embaralhar os componentes do neurônio com outras estruturas, bem no estilo da banca.